Bolsa: rumo aos 80.000?

Depois de cair quase 2% em março e abril, a bolsa começou maio refletindo o otimismo dos investidores. Nesta terça-feira, o Ibovespa subiu 2,02% e alcançou o patamar dos 66.700 pontos — que não era visto desde o fim de fevereiro. O principal motivo para a alta é a sinalização de que a votação da reforma da Previdência na comissão deve acontecer já amanhã, quarta-feira 3, segundo o presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB).

A aprovação na comissão é importante porque, depois disso, o relatório só poderá ser alterado por emendas em plenário — o que ameniza a probabilidade de novas mudanças. A alta de hoje também é reflexo dos mercados internacionais com dados positivos sobre a economia europeia e a continuidade de balanços positivos nos Estados Unidos. Na Europa, o índice FTSEurofirst 300 subiu 0,66%, enquanto nos Estados Unidos o Dow Jones teve alta de 0,17%, e o S&P 500, de 0,12%.

Analistas e investidores estão otimistas quanto ao futuro da bolsa brasileira. Segundo relatório do JP Morgan, o Ibovespa deverá chegar aos 74.800 pontos com a aprovação da reforma da Previdência. Isso mesmo com uma diluição de 45% no texto-base do governo e uma votação na Câmara dos Deputados somente em junho e no Senado apenas em setembro. No cenário mais otimista, analistas do JP estimam que o índice brasileiro poderá alcançar os 84.500 pontos — a depender da visibilidade das eleições de 2018. Outros analistas ouvidos por EXAME Hoje também projetam a bolsa nos 73.000 pontos no fim do ano com a aprovação da reforma.

Em coluna publicada nesta segunda-feira em EXAME Hoje, o economista Celso Toledo alerta para os problemas que o Brasil e o mundo ainda enfrentam e como as bolsas parecem bastante otimistas. “O cenário é de retomada, mas o risco de frustração parece ser grande”, afirma. Apenas para falar de possíveis frustrações na reforma da Previdência, basta lembrar que o governo ainda não tem os votos necessários para aprovação na Câmara. Caso a reforma não passe, analistas afirmam que o Ibovespa poderá cair para os 59.000 pontos. As concessões no texto original, afirmam, já estão no limite. O cenário segue incerto, mas os investidores têm fé.

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