Bolsas europeias sobem, mas PMI limita alta em Londres

O dado contribuiu para o avanço nos preços dos metais, uma vez que a China é a maior importadora de cobre e de outros metais básicos

São Paulo – As bolsas europeias operam em alta neste primeiro pregão de setembro, impulsionadas por dados melhores de indústria na China, o que beneficiou os metais e, consequentemente, as mineradoras.

A Bolsa de Londres, que chegou a cair mais cedo, segue com alta limitada, após um indicador positivo no Reino Unido sinalizar que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) pode demorar para oferecer mais estímulos.

Às 7h53 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,07%, Paris ganhava 1,02% e Frankfurt tinha alta de 0,51%. Já a Bolsa de Milão avançava 1,65%, Madri expandia 1,78% e Lisboa acelerava 0,66%.

Ontem à noite, foi divulgado que o índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) oficial do setor industrial da China subiu de 49,9 em julho para 50,4 em agosto, atingindo o maior nível em 22 meses e com a leitura acima de 50,0, que indica retomada da expansão na manufatura.

O dado contribuiu para o avanço nos preços dos metais, uma vez que a China é a maior importadora de cobre e de outros metais básicos, o que ajudou nas ações de mineradoras, apoiadas também por uma recuperação das recentes perdas. Os papéis da Glencore e da Antofagasta, por exemplo, tinham alta de mais de 1%.

As ações de bancos também estão em destaque. O Commerzbank sobe mais de 5% repercutindo ainda relatos de que o credor reuniu-se com o Deutsche Bank, que sobe quase 4%, para negociar uma potencial fusão. Os avanços impulsionam outros bancos da região.

Londres, porém, destoa das altas mais firmes. Por lá, a bolsa ficou volátil após a divulgação do PMI industrial que subiu para 53,3 em agosto, de 48,3 em julho, atingindo o maior nível em dez meses, segundo pesquisa divulgada hoje pela Markit Economics em parceria com a CIPS.

O resultado acima da marca de 50,0 indica que a indústria britânica voltou a se expandir no mês passado, mostrando forte recuperação ante julho, quando havia se contraído no ritmo mais acentuado desde fevereiro de 2013, em reação à decisão do Reino Unido de votar por sua saída da União Europeia (o chamado “Brexit”) em plebiscito realizado no fim de junho.

Apesar da melhora, o resultado sinaliza que o BoE pode optar por esperar mais tempo antes de fornecer um estímulo adicional para fortalecer a economia, o que prejudica a Bolsa. Já a perspectiva de menos dinheiro nos mercados gerou ganhos para a libra, que sobe com força ante o dólar. No horário acima, a libra avançava a US$ 1,3241.

Já o PMI industrial da zona do euro caiu para 51,7 em agosto, de 52,0 em julho, atingindo o menor nível em três meses, segundo dados finais publicados hoje pela Markit Economics. O resultado ficou abaixo da prévia de agosto e da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, de 51,8 em ambos os casos.

Em meio ao bom humor, os investidores aproveitam para obter ganhos antes do relatório de emprego dos EUA, o payroll, que será conhecido amanhã. Após um tom de cautela durante toda a semana, o mercado equilibra os negócios antes do dado mais importante da economia americana.

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