Cobre avança com otimismo gerado redução da oferta no Chile

Na Comex, o cobre para dezembro tinha alta de 0,45%, a US$ 2,3515 por libra-peso, às 8h07 (de Brasília)

Londres – Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York nesta manhã, após novos dados sobre a atividade manufatureira da China gerarem otimismo sobre a demanda futura do gigante asiático, o maior consumidor mundial do metal.

Por volta das 7h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,8%, a US$ 5.198,50 por tonelada, após atingir a máxima em duas semanas de US$ 5.230,00 por tonelada mais cedo na sessão.

Na Comex, o cobre para dezembro tinha alta de 0,45%, a US$ 2,3515 por libra-peso, às 8h07 (de Brasília).

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial do setor industrial chinês subiu para 49,8 em setembro, de 49,7 em agosto, sugerindo uma estabilização do setor após os recuos recentes. Sozinha, a China consome cerca de 45% da oferta mundial de cobre.

O dado chinês serviu “para melhorar o sentimento entre os participantes do mercado”, afirmou o Commerzbank, em nota a clientes.

Alguns observadores, no entanto, acreditam que o indicador mudou muito pouco, embora os preços do cobre estejam operando em alta.

“Será necessário mais do que uns poucos indícios de dados chineses melhores para mudar o sentimento”, comentou o chefe de pesquisa da Fastmarkets, William Adams.

“Mas no momento, com os mercados excessivamente vendidos, a recuperação pode durar um pouco mais.”

Operadores baseados na China vão ficar afastados durante um feriado nacional de uma semana que começou hoje, o que provavelmente vai reduzir a liquidez e a volatilidade nos mercados de metais.

A diminuição da oferta no Chile, o maior produtor mundial de cobre, também continua sustentando os preços.

Ontem, os operadores da mina de Collahuasi anunciaram que vão cortar a produção em 30 mil toneladas por ano, devido à tendência de fraqueza das cotações do cobre.

No ano passado, a mina respondeu por 6% da produção mundial do metal.

Ente outros metais na LME, a valorização era quase generalizada: enquanto o alumínio para três meses ganhava 1%, a US$ 1.592,00 por tonelada, o zinco avançava 1,3%, a US$ 1.711,00 por tonelada, o níquel aumentava 1,1%, a US$ 10.515,00 por tonelada, e o chumbo tinha leve alta de 0,2%, a US$ 1.675,00 por tonelada.

A exceção era o pouco negociado estanho, que recuava 0,6%, a US$ 15.440,00 por tonelada.

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