China e recuperação do petróleo impulsionam bolsas europeias

Os temores com a desaceleração da economia chinesa seguem em segundo plano nesta quarta-feira

São Paulo – As bolsas europeias registram mais um dia de ganhos diante de dados da balança comercial da China melhores do que o esperado, estabilização do iuane e recuperação dos preços do petróleo após a cotação em Nova York atingir o nível mais baixo desde 2003.

Os temores com a desaceleração da economia chinesa seguem em segundo plano nesta quarta-feira.

Hoje, dados da Administração Geral de Alfândega mostraram que as exportações da China medidas em dólares recuaram pelo sexto mês consecutivo em dezembro, na comparação anual, mas tiveram um desempenho melhor do que o esperado no último mês de 2015, com queda de 1,4%, depois de cair 6,8% em novembro. A projeção era de baixa de 8%.

As importações, por sua vez, diminuíram 7,6% em dezembro ante um ano antes, depois de caírem 8,7% em novembro, também superando a expectativa dos analistas, que era de queda de 11%.

Com isso, as bolsas europeias – que são compostas em sua maioria por empresas exportadoras – sobem mais de 1%, impulsionadas por ações ligadas a commodities, que são beneficiadas também pela recuperação dos preços do petróleo, que sobem mais de 2% nesta manhã.

Entre as petrolíferas, destaque para os papeis da Shell e da BP (ambas negociadas no Reino Unido) e os da Repsol (negociada em Madri), que subiam 2,82%, 3,14% e 3,51%, respectivamente às 8h58 (de Brasília).

No mesmo sentido, as ações das mineradoras Anglo American, Rio Tinto e Antofagasta, negociadas no Reino Unido, tinham alta de 3,87%, 4,99% e 2,91%, nesta ordem.

No horário acima, a Bolsa de Londres tinha acréscimo de 1,19%, Paris avançava 1,62% e Frankfurt ganhava 1,24%. No mesmo sentido, a Bolsa de Madri subia 1,43%, Milão tinha alta de 1,73% e Lisboa avançava 1,23%.

Contribui também para o bom humor o fechamento do iuane, que ficou estável ante o dólar, apesar de Pequim ter orientado a moeda chinesa levemente para baixo pelo segundo dia consecutivo, por meio de uma taxa de referência que baliza os negócios no câmbio.

A volatilidade da moeda chinesa tem sido uma das causas das recentes turbulências nos mercados acionários.

Nem mesmo o resultado negativo da produção industrial da zona do euro consegue atrapalhar o movimento otimista nesta sessão.

Em novembro, o indicador caiu 0,7% na comparação com outubro, registrando a maior queda desde agosto de 2014. A baixa veio pior do que o esperado pelos economistas (-0,1%).

O bom humor europeu contagia também os futuros de Nova York. No horário acima, o Dow Jones subia 0,65%, o Nasdaq ganhava 0,78% e o S&P 500 avançava 0,70%.

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