Dólar opera em queda, perto de R$ 3,16

O dólar operava em queda em relação ao real, acompanhando os mercados externos

São Paulo – O dólar recuava frente ao real nesta terça-feira após dados fracos sobre a inflação nos Estados Unidos, mas o recuo era limitado por declarações do presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, afirmando que o banco central norte-americano pode elevar os juros no mês que vem.

Às 11:03, o dólar recuava 0,59 por cento, a 3,1698 reais na venda, após chegar a 3,1561 reais na mínima da sessão.

O dólar futuro recuava cerca de 0,60 por cento nesta manhã.

“O dólar começou o dia em baixa seguindo o exterior, mas voltou um pouco com os comentários do Dudley”, disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

“Vamos ter que esperar para ver, o mercado tende a ficar de lado enquanto não tivermos novidade no cenário local, com o fiscal ou a política”, acrescentou.

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos ficaram estáveis em julho, enquanto o núcleo da inflação desacelerou a alta. Os números poderiam alimentar apostas de que os juros norte-americanos não subiriam neste ano, ajudando a reduzir as cotações do dólar em relação a moedas emergentes.

Mas essas expectativas perderam força após as declarações de Dudley, que citou o mercado de trabalho mais apertado e evidências de ganhos nos salários. Os juros futuros norte-americanos passaram a mostrar chances levemente majoritárias de aperto monetário em dezembro.

Também contribuiu para sustentar a queda da moeda norte-americana em mercados emergentes o avanço nos preços de diversas commodities, como o minério de ferro e o cobre. Os preços do petróleo também chegaram a se firmar em alta, mas reduziram os ganhos ao longo da manhã e contribuíram para tirar a moeda norte-americana das mínimas do dia.

No cenário local, investidores continuavam aguardando mais pistas sobre a estratégia cambial do Banco Central.

Declarações do presidente interino Michel Temer demonstrando preocupação com a recente queda do dólar pressionaram o câmbio nas últimas sessões, mas o movimento perdeu um pouco de força após o presidente do BC, Ilan Goldfajn, defender o regime de câmbio flutuante.

“Acho provável que o mercado volte a testar o BC, puxar o dólar para perto dos 3,10 reais para ver se há alguma reação”, disse o operador de uma corretora nacional.

Nesta manhã, o BC vendeu novamente a oferta total de até 15 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

*Atualizada às 11h30

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