Dólar sobe com China e expectativa de alta de juros nos EUA

Às 11:01, o dólar avançava 0,49%, a 3,2121 reais na venda. Na mínima, a moeda marcou 3,1964 reais e, na máxima, 3,2141 reais

São Paulo – Depois de ceder 0,70 por cento nas três sessões anteriores, o dólar registrava uma pequena correção ante o real, favorecido pela percepção de aumento dos juros dos Estados Unidos em breve e pelo resultado fraco da balança comercial chinesa, que trouxe maior aversão ao risco no mercado externo.

Às 11:01, o dólar avançava 0,49 por cento, a 3,2121 reais na venda. Na mínima, a moeda marcou 3,1964 reais e, na máxima, 3,2141 reais. O dólar futuro subia 0,39 por cento.

“O mercado ainda está se achando depois do feriado de ontem, seguindo o exterior, onde a moeda norte-americana está mais pressionada. Dirigentes do Federal Reserve vão falar. Mesmo que não tenham direito a voto, eles podem reforçar as apostas de alta de alta de juros nos EUA e, por tabela, do dólar”, comentou o analista de câmbio da corretora Gradual Investimentos, Marcos Jamelli.

Na quarta-feira, a ata do último encontro do Federal Reserve trouxe que, para vários membros votantes, um aumento da taxa de juros seria justificado “relativamente em breve” se a economia dos Estados Unidos continuar a se fortalecer.

Nesta madrugada, a China apresentou sua balança comercial, que mostrou recuo de 10 por cento das exportações (previsão de queda de 3 por cento do mercado) e de 1,9 por cento nas importações (previsão de alta de 1 por cento).

Nos Estados Unidos, nesta manhã foi divulgado um dado melhor de auxílio-desemprego, o que poderia reforçar a ata da véspera, mas o número mais fraco de importações anulou o outro indicador, segundo avaliação de profissionais no mercado brasileiro.

Apesar do avanço do dólar ante moedas emergentes, como o peso mexicano e lira turca, a moeda não exibe muita força ante o real diante do cenário político doméstico favorável.

“O Brasil está em evidência, a aprovação folgada da PEC do teto dos gastos em primeiro turno deu um ânimo aos investidores, sobretudo depois que lêem que o apoio do Temer no Congresso é mais forte do que o do ex-presidente Lula”, comentou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

“Apesar do viés de alta da moeda dado pelo Fed, pela incerteza com o Brexit, nada impede o mercado testar o Banco Central e derrubar as cotações para saber se ele vai aumentar a oferta de swap”, disse Machado.

Nesta manhã, mantendo sua oferta habitual, o Banco Central vendeu todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso –equivalente à compra futura de dólares– em leilão nesta manhã. 

Texto atualizado às 12h39

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