Dólar tem 4ª queda seguida ante real e vai a R$3,18

A moeda foi influenciada, entre outras coisas, pela notícia de que a repatriação poderá voltar à pauta da Câmara dos Deputados.

São Paulo – O dólar mais uma vez não conseguiu sustentar os ganhos iniciais e terminou a sessão em queda ante o real, a quarta consecutiva, influenciado pela alta dos preços do petróleo no exterior, pela notícia de que a repatriação poderá voltar à pauta da Câmara dos Deputados e pelo fluxo positivo da última semana.

O dólar recuou 0,57 por cento, para 3,1816 reais, menor cotação desde 11 de agosto. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa, período no qual acumulou queda de 1,27 por cento. Na mínima, a moeda marcou 3,1775 reais e, na máxima, 3,2191 reais. Às 17h, o dólar futuro recuava de 0,5 por cento.

“O petróleo subindo com a queda do estoque de combustíveis nos EUA fez o dólar devolver a alta ante o real vista mais cedo”, comentou um operador de câmbio de uma corretora nacional. Os estoques norte-americanos de derivados caíram 3,7 milhões de barris na última semana, ante expectativa de recuo de 1,593 milhão de barris segundo pesquisa Reuters.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira que o projeto que altera as regras de repatriação de recursos não declarados no exterior pode voltar à pauta na próxima semana, desde que haja um acordo entre lideranças na Casa.

“A notícia da repatriação não era esperada e ajudou o dólar a perder força ante o real”, disse o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello. O resultado do fluxo cambial também favoreceu o recuo do dólar ao mostrar entrada líquida de 534 milhões de dólares na primeira semana deste mês.

“Isso mostra ingresso de recursos e pode já ser da repatriação”, destacou o diretor de operações da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. Pela manhã, a moeda operou em alta favorecido pela percepção de aumento dos juros dos Estados Unidos em breve e pelo resultado fraco da balança comercial chinesa, que trouxe maior aversão ao risco no mercado externo.

Na quarta-feira, a ata do último encontro do Federal Reserve trouxe que, para vários membros votantes do banco central norte-americano, um aumento da taxa de juros seria justificado “relativamente em breve” se a economia dos Estados Unidos continuar a se fortalecer.

A China divulgou nesta madrugada o resultado da sua balança comercial de setembro, que mostrou recuo de 10 por cento das exportações, ante previsão do mercado de queda de 3 por cento, e de 1,9 por cento nas importações, ante previsão de alta de 1 por cento.

Pela manhã, o Banco Central vendeu todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso –equivalente à compra futura de dólares– em leilão nesta manhã.

*Atualizada às 17h52

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