Em queda, Bovespa segue Nova York e reflete cautela interna

Às 10h31, o Ibovespa caía 0,53%, aos 48.297,13 pontos. Em NY, o Dow Jones caía 0,09%, o Nasdaq pedia 0,16% e o S&P 500 recuava 0,16%

São Paulo – A Bovespa começou a quinta-feira, 17, em queda, em sintonia com as bolsas de Nova York antes da decisão do Federal Reserve, mas também com o clima de desconfiança que pesa para alta do dólar e dos juros futuros, em relação ao andamento do pacote fiscal anunciado na segunda-feira, 14.

Os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) estão neste momento explicando a parlamentares na Comissão Mista de Orçamento na Câmara dos Deputados as medidas pretendidas pelo governo para atingir superávit primário de 0,7% do PIB em 2016.

Nesta manhã de quinta, a presidente Dilma Rousseff está reunida com deputados da base aliada, juntamente com dez lideranças, além dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Comunicações), para discutir o ajuste fiscal.

De acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, na tentativa de salvar o pacote de medidas para reverter o rombo de R$ 30,5 bilhões no Orçamento do ano que vem, Dilma admitiu a possibilidade de alterar pontos cruciais da proposta e teria recuado na suspensão do reajuste do funcionalismo, no direcionamento das emendas parlamentares e na diminuição de recursos do Sistema S.

Às 10h31, o Ibovespa caía 0,53%, aos 48.297,13 pontos. Em NY, o Dow Jones caía 0,09%, o Nasdaq pedia 0,16% e o S&P 500 recuava 0,16%.

As ações da Petrobras perdiam 1,35% (PN) e 0,84% (ON), influenciadas pelas incertezas domésticas, mas também pela notícia de renúncia do presidente da BR Distribuidora, anunciada ontem.

Ele foi indicado ao cargo de presidente pelo ex-ministro de Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB-MA), suspeito de receber propina no esquema de corrupção na estatal. Os papeis da Vale subiam 0,99% (PNA) e 1,16% (ON), ajudadas pela alta de 1,4% do preço do minério de ferro.

Com relação ao Fed, as apostas mostram chance de elevação dos Fed Funds ao redor de 30%, de acordo com o Instituto Internacional de Finanças (IIF). Pesquisa da CNBC aponta que 49% dos economistas consultados acreditam em uma alta dos juros.

O Financial Times publicou uma pesquisa dos quais 47% dos economistas entrevistados estimam uma alta.

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