Estácio cai 3,3%; Itaú lucra 5,8 bi…

Bolsa em alta

O Ibovespa fechou em alta impulsionado pelos papéis do Itaú e da mineradora Vale. O índice subiu 0,32%, enquanto as ações preferenciais do Itaú tiveram alta de 1,95% depois de a companhia divulgar seu balanço (veja a nota seguinte). As ações ordinárias da Vale subiram 1%, e as preferenciais, 1,2%, seguindo o preço do minério de ferro. Por outro lado, as ações dos grupos de educação figuraram entre as maiores perdas do dia. As ações da Estácio recuaram 3,3%; e as da Kroton, 1,5%. Fora do Ibovespa, os papéis da Ânima caíram 2,5%; e os da Ser Educacional, 1,7%. As perdas ocorreram depois de o governo reduzir o teto do Fies de 42.000 para 30.000 por semestre e dar sinais de que deve apresentar regras mais rígidas para as próximas edições do programa.

Itaú lucra mais no quarto trimestre

O banco Itaú lucrou 5,8 bilhões de reais no último trimestre de 2016 — alta de 4% em comparação com o terceiro trimestre e de 1,8% sobre o quarto trimestre de 2015. A melhora veio por causa da redução da inadimplência no final do ano e da queda das despesas com possíveis calotes. O resultado não foi suficiente para recuperar o resultado fraco dos meses anteriores, no acumulado do ano, o lucro caiu 7%, para 22,2 bilhões de reais — a primeira queda anual do Itaú desde 2012. O banco espera que a economia do país cresça 1% neste ano. “Estamos cautelosamente otimistas com 2017, que pode até surpreender positivamente”, disse Roberto Setubal, presidente do Itaú. O banco espera uma relativa estabilidade no crédito neste ano e uma queda de 1,5% a 5% na margem financeira.

O IPO da Azul

A companhia aérea Azul entrou com pedido na Comissão de Valores Mobiliários na noite de segunda-feira 6 para retomar — pela quarta vez — seu projeto de oferta inicial de ações (IPO) na BM&F Bovespa. A companhia pretende fazer uma dupla listagem de seus papéis no Nível 2 da Bovespa e na Bolsa de Valores de Nova York. A empresa pediu o registro de companhia aberta, pela primeira vez, em maio de 2013 e fez outras duas tentativas em 2014. Todas as operações foram canceladas devido à instabilidade do mercado financeiro no Brasil devido ao cenário político e econômico. Em prospecto, a companhia disse que quer realizar uma oferta de 100 milhões de dólares em ações preferenciais e parte será usada para pagar dívidas avaliadas em cerca de 333 milhões de reais. O grupo Azul, que controla a empresa aérea brasileira e outras oito empresas afirma que vai abrir uma companhia no Uruguai, a qual começará a operar no segundo semestre deste ano. A companhia encerrou 2016 com prejuízo de 126,3 milhões de reais e receita de 6,67 bilhões de reais.

Marcão fora do BTG

Após reportagem do jornal New York Daily News na última semana, o executivo Marco Gonçalves deixou o comando da área de fusões e aquisições do banco BTG Pactual. Segundo a reportagem, Gonçalves teria gastado, nos dias 10 e 11 de junho de 2016, 339.000 dólares em duas noites de baladas na boate Provocateur, em Nova York. Em nota à imprensa brasileira, Gonçalves disse desconhecer os fatos e que não tinha pendência com o estabelecimento.

Viver tem queda

Depois de apresentar 17 planos de recuperação judicial na segunda-feira, as ações da construtora Viver fecharam em queda de 5,7% nesta terça-feira. O valor total de recuperação judicial é de aproximadamente 1,2 bilhão de reais. A companhia disse que espera aprovar seus planos ainda neste ano e prevê completar o ciclo de recuperação até 2019.

Souvirón deixa Decolar

A Decolar, maior operadora de viagens online da América Latina, informou nesta terça-feira que Roberto Souvirón deixou a presidência da empresa — cargo que exercia desde 1999. Ele será substituído por Damián Scokin, executivo que atuou na Latam Argentina e trabalhou na consultoria McKinsey. Souvirón, que fundou a Decolar, disse que precisa dedicar mais tempo à família.

JBS: denúncias estapafúrdias

As ações da companhia de alimentos JBS amenizaram as perdas e fecharam em queda de 1,2% nesta terça-feira. Durante o dia, as ações chegaram a cair 6% após o Ministério Público Federal solicitar à Justiça Federal de Brasília a volta das medidas judiciais impostas inicialmente contra o presidente da holding J&F, Joesley Batista, e contra o presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich. Ambos são investigados pela Operação Greenfield — que apura supostos desvios em fundos de pensão — e, segundo procuradores, descumpriram um termo de compromisso firmado em setembro com o MPF. Em nota, o grupo J&F disse que foi surpreendido pela acusação e afirma que o pedido do MPF teve como base “denúncias estapafúrdias, infundadas e com caráter de interesses pessoais” de Max Mauran Pantoja da Costa, conselheiro indicado pela Funcef.

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