Ibovespa recua pressionado por exterior desfavorável

O tom negativo prevalecia na Bovespa nos primeiros negócios desta segunda-feira

São Paulo – O tom negativo prevalecia na Bovespa nesta segunda-feira, na esteira do cenário externo desfavorável, volatilidade de preços de commodities e bolsas globais fracas e com investidores à espera dos desdobramentos políticos no Brasil.

Às 10:56, o Ibovespa caía 1,03%, a 52.365,07 pontos. O volume financeiro somava 960,6 milhões de reais.

A reunião do Federal Reserve nesta semana amparava certa cautela em Wall Street, com o S&P 500 em baixa de 0,4%, enquanto os preços do petróleo mostravam volatilidade.

A pauta doméstica inclui nesta segunda-feira novos resultados corporativos, além de repercussão a eventos no fim de semana sobre eventual nova equipe econômica no caso de evolução do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“O limbo político em que o país está permite um terreno fértil a todo o tipo de notícias e rumores sobre o novo governo”, diz nota a clientes da consultoria independente CRosal.

Entre os nomes que ganharam força nos últimos dias para integrar uma eventual nova equipe econômica, estão o do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e do senador José Serra (PSDB-SP).

Ainda no front político, o Senado elege e pode instalar nesta sessão a comissão especial que analisará pedido de abertura de processo de impeachment. Há expectativa também de que sejam eleitos também o presidente e o relator da comissão.

Destaques

PETROBRAS tinha as preferenciais em queda de 1,44%, em sessão marcada por alguma volatilidade dos preços do petróleo, enquanto os papéis também seguem influenciados por expectativas políticas.

VALE mostrava as preferenciais em baixa de 5%, mesmo após forte queda na sexta-feira, tendo no radar ainda o declínio dos preços do minério de ferro à vista na China.

USIMINAS cedia quase 7%, em sessão negativa no setor siderúrgico, mesmo após reduzir o prejuízo líquido para 151 milhões de reais no primeiro trimestre. Ainda sob o foco estava a decisão do Cade de permitir que a CSN indique membros para Conselho da Usiminas em assembleia no próximo dia 28.

OI saltava 12%, tendo no radar acordo para que a Moelis & Company assessore um grupo de detentores de bônus emitidos pela operadora de telecomunicações e algumas afiliadas com vistas à reestruturação da sua dívida.

LOCALIZA caía 1,7% e LOJAS RENNER recuava 0,3%, antes da divulgação de seus resultados trimestrais, previstos para após o fechamento do pregão.

GOL, que não está no Ibovespa, cedia 4,3%, em sessão volátil, tendo no radar notícia do jornal O Globo de que a companhia aérea cortará 180 voos diários, incluindo redução de frequências e suspensão de rotas.

Matéria atualizada às 11h37

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