Bancos: 2016 ficou para trás?

Quando Roberto Setubal, o presidente do banco Itaú Unibanco, o maior banco privado do país,  falar com analistas sobre os resultados trimestrais da companhia, hoje, todo o mercado financeiro estará em alerta. Os números do terceiro trimestre, apresentados na segunda-feira, mostraram uma queda de 8,9% no lucro, para 5,59 bilhões de reais.

Apesar da redução, o resultado foi 14% maior do que a média esperada por analistas. “O ganho surpreendente foi guiado principalmente pelo resultado de juros e uma provisão mais baixa com empréstimos”, afirmaram analistas do BTG Pactual em relatório. Os números foram um verdadeiro alívio para o banco e para o setor. As estimativas apontam para um queda de 18% nos lucros das instituições financeiras neste ano, impulsionada pela redução dos empréstimos e pelos efeitos da crise.

O tema central da conversa nesta terça-feira deve ser a inadimplência. No terceiro trimestre, o índice de inadimplência do Itaú subiu para 3,9%, ante os 3,6% em junho. Segundo a companhia, a piora foi puxada por “um grupo econômico do segmento de grandes empresas”. Apesar do banco não revelar o que seria este grupo, especialistas afirmam que trata-se da recuperação judicial da empresa de sondas Sete Brasil.

As despesas com provisões para devedores duvidosos já começou a recuar. O Itaú encerrou setembro com 6,16 bilhões de reais em provisões – um recuo de 2,7% em relação ao segundo trimestre do ano. Para analistas do BTG, isso pode indicar que as provisões iniciaram uma queda, que deve se prolongar ao longo de 2017. “A recuperação mais forte deve vir apenas a partir de 2018 em diante, mas o resultados do terceiro trimestre nos deixa mais confiantes no futuro do banco”, afirmam os analistas. Nem a queda gradual da taxa de juros reduz o otimismo. A possibilidade de que 2016 tenha sido apenas um ano para esquecer é cada vez mais real. A ver o que Setubal tem a dizer.

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