JBS: dessa vez vai?

Quem acompanhou o desempenho das ações da companhia de alimentos JBS ontem, terça-feira, teve um belo déjà vu. Os papéis subiram 19% e chegaram aos 11,05 reais. No dia 12 de maio deste ano, as ações da companhia haviam subido 21% e fecharam o dia a 10,54 reais. O motivo para ambas as disparadas foi o mesmo: o anúncio de uma reorganização societária.

A primeira, anunciada em maio, previa a criação de uma empresa que transferiria todos os negócios de fora do Brasil e mais a Seara – responsáveis por 85% das receitas da empresa – para uma nova companhia chamada JBS Foods International, com sede na Irlanda e listagem na Bolsa de Nova York. Os planos foram barrados pelo BNDES, que detém 20,4% das ações da companhia por meio do BNDESPar. A justificativa do veto do BNDES – que veio no fim de outubro – foi que a reorganização iria desnacionalizar a maior empresa privada não financeira do país. A maior parte de seus ganhos ficaria na Europa.

O novo plano, apresentado na noite da última segunda-feira, ainda prevê a criação da JBS Foods International com uma oferta inicial de ações nos Estado Unidos em 2017. A nova empresa terá uma subsidiária na Holanda, onde vai concentrar todas as suas operações internacionais e da Seara.

Mas um detalhe importante nessa nova proposta é que a sede da empresa continuará no no Brasil e a JBS Foods International será uma subsidiária da JBS brasileira – a primeira proposta previa o contrário. Com isso, analistas esperam que o BNDES não crie novos empecilhos. “A proposta é menos controversa”, citam analistas do banco BTG Pactual em relatório.

Em teleconferência com analistas nesta terça-feira o presidente da JBS, Wesley Batista, disse que o objetivo é usar o dinheiro do IPO para reduzir a dívida da companhia, que atualmente está em de 48,8 bilhões de reais, 4,3 vezes a sua geração de caixa. Na bolsa, portanto, a expectativa é de que os papéis subam ainda mais. Em maio, as ações chegaram ao patamar de 12,22 reais, o que representaria uma valorização de 10,5% sobre o preço atual. Se tudo ocorrer como a empresa prevista, sem uma reviravolta, a alta pode continuar depois desse patamar.

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