JBS sobe 19%; Reforma da Previdência…

A bolsa longe de Brasília

A bolsa parece ter ignorado as confusões de Brasília nesta terça-feira. O Ibovespa subiu 2,10% e fechou acima dos 61.000 pontos. A notícia sobre a reorganização da JBS e sobre a compra da Localiza (leia as próximas notas) ajudaram o pregão. A alta foi impulsionada também pelos ganhos da Petrobras. Com o anúncio do aumento no preço da gasolina e do diesel, as ações ordinárias da estatal subiram 3,2%; e as preferenciais, 3,1%. Nesta terça-feira, a Petrobras também anunciou o reajuste de 12,3% no gás para uso industrial comercial e a granel.

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JBS em alta (de novo)

As ações da JBS dispararam 19% nesta terça-feira após o anúncio de reorganização da empresa. A reorganização prevê uma oferta inicial de ações nos Estados Unidos em 2017 de uma subsidiária da empresa na Holanda — que vai concentrar todas as operações internacionais e da Seara, mantendo a sede do grupo no Brasil. Pelo novo plano, a empresa quer fazer o IPO da subsidiária JBS Foods International (JBSFI) na bolsa de Nova York no primeiro semestre do próximo ano. A reorganização ocorre depois que o BNDES vetou, em outubro, uma reorganização que previa que a sede do grupo seria na Irlanda. Com a alta de hoje, os papéis voltaram ao preço de 12 de maio — após o primeiro anúncio de reorganização da companhia.

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Localiza agrada com a compra

Os papéis da locadora de veículos Localiza subiram 7,8% e tiveram o segundo melhor desempenho do Ibovespa nesta terça-feira. Ontem à noite a companhia anunciou a aquisição da Hertz Brasil por 337 milhões de reais. O valor pago foi considerado barato e analistas chamaram a atenção também para o fato de o acordo da compra prever que a Localiza estará no site global da Hertz, disponível para que turistas internacionais, como Portugal — onde a marca da Hertz é forte —, aluguem um veículo da Localiza no Brasil.

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Reforma da Previdência

O brasileiro poderá se aposentar só depois de completar 65 anos de idade e 25 anos de contribuição para ter direito à aposentadoria. A mudança, que já era esperada, está prevista na proposta de reforma da Previdência apresentada nesta terça-feira. Para ter direito ao benefício integral, o trabalhador precisará contribuir 49 anos. As novas regras valem para mulheres de até 45 anos e homens até 50. Para quem estiver acima desse patamar, haverá regra de transição. Segundo o governo, a reforma promoverá uma economia de cerca de 678 bilhões de reais em dez anos. Em 2018, a economia projetada é de 4,6 bilhões de reais.

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Quem é afetado pela reforma

Pela reforma apresentada, policiais civis e federais passarão a ser submetidos à regra de idade mínima de 65 anos. O políticos, que hoje têm critérios especiais de aposentadoria, também passam a obedecer às regras do INSS. Os trabalhadores rurais, que até agora não eram obrigados a contribuir para o INSS, terão de fazer contribuições para se aposentar. A alíquota do rural será obrigatória, mas a ideia é que seja baixa — já a idade mínima também será dos 65 anos. Já policiais militares e bombeiros não estão incluídos, já que respondem a regra previdenciárias estaduais.A reforma já está no Congresso e o governo espera que seja aprovada até meados do ano que vem.

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Combustível: quem paga é o consumidor

Era previsível, menos de 24 horas após a Petrobras elevar os preços da gasolina e do diesel, a conta já está sendo repassada ao consumidor. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de São Paulo (Sincopetro), o repasse médio até agora é de 0,10 por litro de gasolina e de 0,15 por litro de diesel. Vale lembrar que, nos dois últimos meses, quando a Petrobras promoveu cortes nos preços, não houve redução no preço de venda aos postos e a queda não chegou ao consumidor. Até a última sexta, sete semanas após o primeiro corte, o preço da gasolina para o consumir havia caído apenas 0,03% e o do diesel, 0,9%.

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Notícia boa para telefonia

Os papéis do setor de telefonia fecharam em alta nesta terça-feira após a Comissão Especial do Desenvolvimento do Senado Federal aprovar projeto de lei que permite transformar as concessões de telefonia fixa em autorizações. Sob o regime de autorização, as empresas terão menos obrigações como a instalação e manutenção de telefones públicos. As empresas argumentam que a alteração é essencial para a continuidade dos investimentos. Segundo relatório do Bradesco BBI, a decisão veio antes do esperado e deve liberar 1 bilhão de reais para a Oi e 350 milhões de reais para a Vivo em obrigações com suas concessões. As ações preferenciais da Vivo subiram 3,3% e as da Oi, 11,6%.

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Veículos: a saída é exportar?

Pela primeira vez no ano a produção de veículos mensal no Brasil ficou acima de 200.000 unidades. Em novembro, segundo dados da Anfavea, a produção de veículos foi de 213.000 — uma alta de 21,8% na comparação com o mesmo mês de 2015 e de 22,4% na comparação com outubro de 2016. Já as vendas de veículos caíram 12% na comparação mensal — para 178.000 veículos. Já as exportações de veículos cresceu 56,4% e chegou a 57.000 veículos — o melhor mês desde agosto de 2013. Enquanto isso a venda de máquinas agrícolas e rodoviárias cresceram 61,3% em novembro ante o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com outubro as 3.603 unidades vendidas representam um recuo de 25,2%.

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Copom: redução maior em 2017?

A melhora nas projeções de inflação sugere que pode haver espaço para uma maior queda de juros no próximo ano. A conclusão é da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central divulgada nesta terça-feira. O risco palpável de que não ocorra uma retomada oportuna da atividade econômica deve permitir intensificação no ritmo de flexibilização monetária”, aponta o Copom no documento. A ata mostra também que o Copom chegou a discutir um corte mais intenso da Selic na reunião realida na semana passada — que decidiu por cortar os juros em 0,25 ponto percentual. A ata reforma a visão do mercado de que o BC deve realizar cortes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões, que se iniciam em janeiro de 2017.

 

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