Mineradoras e montadoras puxam avanço nas bolsas europeias

O índice pan-europeu Stoxx 600 caminha para uma queda de mais de 9% nos últimos três meses, seu pior desempenho trimestral em quatro anos

São Paulo – As bolsas europeias têm uma manhã positiva, com mineradoras e montadoras se recuperando de perdas recentes.

Além disso, investidores ajustam portfólios no último dia de negociações do trimestre, o pior desde 2011 para vários mercados do continente.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caminha para uma queda de mais de 9% nos últimos três meses, seu pior desempenho trimestral em quatro anos.

A ação da Glencore avançava pelo segundo dia consecutivo, após a gigante do setor de commodities afirmar aos seus investidores que está enfrentando a questão do endividamento.

Às 7h45 (de Brasília), o papel subia 9,79%, após ter alta de 17% ontem. Na segunda-feira, as ações da Glencore atingiram mínimas históricas em Londres, diante do cenário fraco para as commodities e do endividamento da companhia.

Alguns analistas, porém, saíram em defesa do papel nos últimos dias, notando que a empresa pode reduzir seu endividamento e tem como alternativa inclusive fechar o capital.

Após a própria mineradora divulgar ontem comunicado afirmando que “nosso negócio continua robusto operacional e financeiramente”, os investidores parecem ter se tranquilizado. Além disso, o avanço do cobre nesta manhã, de mais de 2%, também colabora.

Entre as montadoras, investidores reagiam positivamente à notícia de que a China reduzirá pela metade o imposto sobre a compra de veículos de passageiros com motor de 1,6 litro ou menos, para reduzir as emissões dos automóveis no país.

A ação da Volkswagen subia 1,65%, após estar pressionada durante alguns dias ante da notícia de que a companhia alemã fraudou testes de emissão de poluentes de até 11 milhões de veículos. Entre outras montadoras, Peugeot Citröen subia 6,21% e BMW avançava 3,59%.

Outro destaque era a cadeia de supermercados britânica Sainsbury, que tinha alta de 13,39%, no horário citado, após informar que seu lucro recuará menos que o esperado no ano fiscal, com um bom controle de custos e vendas em patamar forte.

Entre os dados divulgados mais cedo, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) recuou 0,1% em setembro ante igual mês do ano passado na zona do euro, ante expectativa de estabilidade.

Isso pode ter reforçado entre os investidores a esperança de que o Banco Central Europeu (BCE) possa afrouxar mais sua política monetária. O euro perdeu força após o CPI e, às 8h15, recuava a US$ 1,1219.

A taxa de desemprego da zona do euro seguiu em 11% em agosto, como em julho, ante previsão de 10,9% dos analistas. A taxa de desemprego na Alemanha ficou estável em 6,4% em setembro, como esperado.

Já as vendas no varejo alemão recuaram 0,4% em agosto ante julho, ante expectativa de baixa de 0,2%. No Reino Unido, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre mostrou avanço de 2,4% no segundo trimestre na comparação anual, abaixo da alta de 2,6% antes calculada.

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