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Na volátil Bovespa, rei de ontem é o plebeu de hoje

Para entender o quanto o mercado de ações do Brasil está volátil, basta analisar de perto os vencedores e perdedores deste ano

Para entender o quanto o mercado de ações do Brasil está volátil, basta analisar de perto os vencedores e perdedores deste ano.

As ações líderes do ano passado — das fabricantes Suzano Papel & Celulose, Klabin e Fibria Celulose — estão entre as de pior desempenho do Ibovespa neste ano. Mas o grande fracasso de 2015 — a Metalúrgica Gerdau — registra atualmente o quarto maior ganho do Brasil. A melhor ação do momento, a da Companhia Siderúrgica Nacional, mais que dobrou desde o início do ano em uma alta que os analistas não conseguiram prever.

A inversão de papéis ilustra a dificuldade de escolher ações no mercado acionário mais volátil do mundo. O Ibovespa passou de bear market para bull market nos últimos meses enquanto os investidores reforçaram a compra de ativos da maior economia da América Latina em meio à recuperação dos preços das commodities e à expectativa de que o novo governo que está substituindo o da presidente Dilma Rousseff conseguirá reanimar uma economia paralisada após meses de turbulência política. O Senado votou na quinta-feira pelo afastamento temporário de Dilma do cargo para aguardar julgamento sob a acusação de financiamento ilegal de déficits orçamentários.

“Os acionistas das empresas do setor de commodities podem esperar mesmo viver na montanha-russa”, disse Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da corretora Nova Futura, com sede em São Paulo. “O grau de incerteza em relação a todos os fatores que afetam os preços das commodities é enorme no momento.”

A Suzano, a Klabin e a Fibria, que obtêm a maior parte de suas receitas com exportações e assim se tornam mais competitivas com a desvalorização do real, subiram pelo menos 60 por cento cada uma em 2015, ano em que o real registrou a maior depreciação entre as principais moedas do mundo. Mas com a recuperação do real neste ano e a queda do preço dos produtos à base de madeira, as produtoras de celulose estão despencando. A Fibria registra queda de 42 por cento desde o início do ano, pior desempenho do Ibovespa. A Klabin e a Suzano caíram pelo menos 22 por cento cada.

A Metalúrgica Gerdau, segunda maior siderúrgica da América Latina em receita, subiu 61 por cento neste ano após uma queda de 85 por cento em 2015. A CSN está em alta de 141 por cento neste ano, que contrasta com o ganho de 23 por cento do Ibovespa.

Em resposta por e-mail a perguntas, a Fibria informou que os R$ 3 bilhões (US$ 861 milhões) em fluxo de caixa livre gerados no primeiro trimestre de 2016 mostram a “resiliência [da empresa] mesmo em um momento desfavorável da commodity”. As assessorias de imprensa da Suzano, da Klabin, da Gerdau e da CSN não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

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