Petróleo despenca em reação ao Brexit

Quase 52% do eleitorado britânico votou pelo Brexit, contrariando as últimas pesquisas, que sugeriam a permanência do Reino Unido na UE

Londres – Os futuros de petróleo operam em forte baixa nesta manhã, seguindo a tendência vista desde a madrugada, em reação ao chamado “Brexit”, ou seja, a inesperada decisão dos britânicos de votarem para que o Reino Unido saia da União Europeia, em plebiscito realizado ontem.

Quase 52% do eleitorado britânico votou pelo Brexit, contrariando as últimas pesquisas, que sugeriam a permanência do Reino Unido na UE.

Às 8h31 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para agosto caía 5,11% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 48,31 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês recuava 4,91% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 47,65 por barril.

Mais cedo, as cotações chegaram a mostrar perdas em torno de 6%.

A commodity está reagindo à extrema volatilidade em outros mercados financeiros, mas analistas e operadores dizem que a queda do petróleo tende a ser apenas no curto prazo.

“Os principais fundamentos do petróleo continuam inalterados, então acho que teremos de esperar um pouco para que a poeira baixe”, comentou Olivier Jakob, do grupo de pesquisa suíço Petromatrix.

Apesar da expressiva queda de hoje, os preços do petróleo permanecem na média dos últimos 20 dias, bem acima de US$ 45 por barril.

Para os analistas, os fundamentos do mercado ainda sugerem uma recuperação de longo prazo mais adiante este ano.

“Se você considerar a previsão de demanda (da Agência Internacional de Energia) e que ainda temos uma perspectiva de oferta estável, isso ainda sugere que teremos um déficit de oferta, algo que não vai mudar com o Brexit”, avaliou James Butterfill, da ETF Securities.

Para o Commerzbank, por outro lado, o pior ainda pode estar por vir. O banco alemão prevê que investidores com posições especulativas irão provavelmente vender contratos, em vez de comprar mais, em meio às incertezas geradas pelo resultado do plebiscito britânico.

Mais tarde, às 14h (de Brasília), os investidores vão acompanhar a pesquisa semanal da Baker Hughes sobre plataformas em operação nos EUA, que costuma ter significativa influência nas cotações do petróleo.

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