Por que você deveria ter ações de infraestrutura na Bolsa

Nova secretaria deve destravar concessões no país e beneficiar papéis de companhias como a CCR e a Rumo Logística, segundo analistas

São Paulo – O setor de infraestrutura será um dos mais beneficiados pela troca de governo no país, e suas ações devem refletir a mudança positivamente.

O presidente interino Michel Temer criou uma secretaria, chefiada por Moreira Franco, para cuidar com especial atenção do programa de concessões. A ideia é tirar projetos do papel e destravar um setor-chave para a economia.

“O país precisa melhorar o seu ambiente de negócios e, após queda brusca de seus investimentos nos anos recentes, isso é ainda mais necessário para elevar o crescimento potencial do país”, disse Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.

No Brasil, os investimentos em infraestrutura proporcionais ao PIB (Produto Interno Bruto) estão à frente apenas da Argentina, considerando os países emergentes, de acordo com dados do Banco Mundial de 2014 (levantamento mais atual disponível). 

Em 2015, o governo Dilma anunciou o lançamento do PIL (Programa de Investimento em Logística), com pacotes de concessões em logísticas nas áreas de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos.

Ao todo, o programa previa investimentos de R$ 198,4 bilhões (0,8% do PIB) nos próximos anos, mas muito pouco saiu do papel. “Este espaço deve ser um campo que o novo governo Temer deve tentar preencher”, disse o estrategista da Guide.

Para ele, as empresas de concessões deverão ser as mais beneficiadas, já que o transporte rodoviário é o principal meio utilizado no país. 

“Historicamente, o tráfego de veículos é muito correlacionado ao desempenho da atividade, algo que tem se traduzido em pressões de baixa sobre estes ativos”, afirmou.

Diante da melhora nas expectativas econômicas, a CCR (CCRO3) é a ação preferida da corretora no setor. Na avaliação de Pereira, ela é a empresa mais capitalizada para dar andamento aos investimentos e ter um portfolio diversificado de ativos.

A Rumo (RUMO3) também foi citada entre os papéis para monitorar. Recentemente, o Santander apontou a ação da companhia como uma das que mais se beneficiarão do cenário pós-Dilma. 

A justificativa do banco foi a potencial melhora do ambiente regulatório pós-ruptura política, além do fato de a empresa ter geração de caixa inelástica, já que 80% de todo volume transportado é para o escoamento de commodities agrícolas do centro-oeste para o Porto de Santos.

Os analistas Leonardo Milane e Ricardo Peretti ressaltaram que a esperada queda nos juros também beneficiará a empresa, reduzindo seu custo de funding e despesas financeiras.

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