Título misterioso da Venezuela intriga mercado

Investidores em títulos da Venezuela fizeram uma descoberta desanimadora

Investidores em bonds da Venezuela fizeram uma descoberta desanimadora.

Na semana passada, traders começaram a cotar uma emissão de US$ 3 bilhões em títulos pela estatal de petróleo do país.

Embora os papéis com prazo de oito anos tenham sido vendidos pela primeira vez em outubro de 2014 sob a legislação vigente em Nova York, segundo dados compilados pela Bloomberg, não se sabe muito mais do que isso.

Os títulos não são negociados em nenhuma bolsa nos EUA, não receberam nota de nenhuma grande agência de classificação de risco e não têm documentação divulgada.

Temores de que novos títulos da Petróleos de Venezuela estejam sendo vendidos a investidores deflagraram queda de 6,3 por cento nos papéis com vencimento em 2022.

Investidores estão decepcionados porque os títulos representam uma obrigação adicional para uma nação tão endividada, que tem sido alvo de especulações de que dará calote no ano que vem. A PDVSA emitiu os títulos para o banco central, que pode buscar desová-los no mercado para gerar receita. Ao preço de segunda-feira de 29 centavos por dólar, a emissão de fato vale menos de US$ 1 bilhão.

“Eles estão aqui, mas nunca foram usados no mercado”, disse Carmelo Haddad, diretor-gerente da Knossos Asset Management em Caracas. “Iremos vê-los em algum momento neste ano, mas talvez não agora quando os preços estão tão ruins.”

Representantes da PDVSA e do banco central não retornaram imediatamente pedidos de comentário enviadas por e-mail na segunda-feira.

O banco central pode decidir usar os títulos para abastecer o novo mercado de câmbio da Venezuela, conhecido como DICOM. Dados do banco central mostram que o governo está vendendo menos de 10 por cento dos dólares disponíveis pela taxa de mercado do DICOM, com mais de 90 por cento vendidos pela taxa de câmbio oficial de 10 bolívares por dólar.

Isso sugere escassez de moeda forte, segundo Siobhan Morden, estrategista-chefe de renda fixa para América Latina da Nomura Holdings em Nova York.

“Só com o medo de nova oferta, veja o que acontece com os preços”, ela disse. “Não precisamos de novos bônus que ninguém quer comprar.”

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