Vai e volta do Fies; Meirelles: foco na dívida…

Áudio derruba a bolsa

Após a divulgação dos áudios do senador Romero Jucá, o Ibovespa fechou em queda de 0,8%. O índice chegou a cair 2% na mínima do dia. O áudio gerou instabilidade sobre o novo governo e afetou também as ações preferenciais da Petrobras, que caíram 5%. A baixa foi impulsionada também por uma queda no preço do barril de petróleo.

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Mendonça derruba educacionais

As ações preferenciais das empresas de educação fecharam o dia em queda, depois de uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo anunciar que o ministro da Educação, Mendonça Filho, suspenderia programas sociais de educação, como o financiamento estudantil Fies. As ações da Estácio caíram 2,4%; as da Kroton, 3,6%; as da Anima, 4,65%; e as da Ser Educacional, 7%. A revisão de alguns programas é parte do ajuste fiscal encampado pelo novo governo. Ao final do dia, o ministério afirmou que manterá o Fies.

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Combinando com os gringos

O governo brasileiro está organizando uma série de encontros com investidores para um amplo plano de venda de ativos, segundo informações da agência de notícias Reuters. Moreira Franco e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, vão liderar os road shows, que devem ocorrer em Nova York, Londres e em outros centros financeiros. Segundo fontes, as apresentações estão agendadas para meados de julho. O governo de Michel Temer quer vender fatias majoritárias da unidade de distribuição de combustíveis da Petrobras e da elétrica Furnas e também algumas das instalações operadas pela Infraero. Segundo a reportagem, o governo pretende arrecadar de 10 bilhões a 20 bilhões de dólares.

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O plano de voo de Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, durante o evento “Fórum VEJA: o Brasil que temos e o Brasil que queremos”, que as medidas econômicas que serão anunciadas pelo governo ainda hoje têm como objetivo principal controlar a dívida pública. Segundo o ministro, se nada for feito, a dívida pública em relação ao PIB poderá superar os 80% em poucos anos. “A ideia é um plano de voo, com medidas que tenham efeitos plurianuais e impactos permanentes. Não estamos focando apenas o resultado deste ano”, disse. O ministro afirmou também que o processo de ajuste fiscal começa com “um controle rígido de despesas”, mas no longo prazo será “viabilizado por uma arrecadação crescente e por um país que esteja crescendo”.

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E as empresas?

Durante o “Fórum VEJA”, o presidente do banco Goldman Sachs no Brasil, Paulo Leme, defendeu que o governo não analise apenas os problemas relacionados às contas públicas. Segundo ele é preciso considerar também as dificuldades das empresas. “Toda crise tem sua impressão digital. A peculiar [dessa crise] é a situação complicada de balanço e a situação patrimonial das empresas. E não é uma crise típica de balanço, é uma crise de solvência e falta de crescimento”, disse.

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A culpa não é dos pobres

Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, também participou do “Fórum VEJA” e ressaltou que o país não entrou na crise por causa de programas sociais para acabar com a pobreza. Barros ressaltou que é preciso realizar cortes nas despesas de maneira a não afetar os benefícios que chegam à população mais carente. Ele afirmou que isso é possível porque os 40% mais pobres têm apenas 10% do PIB. “Eles não são responsáveis pela nossa crise fiscal, então não devem ser penalizados, e há várias maneiras de fazer isso.” Ele cita como exemplos a maior participação do setor privado e as privatizações.

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Vendas lá em baixo

O varejo teve queda de 10,9% nas vendas de abril, em comparação com o mesmo mês de 2015. A informação é do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), que aponta que este é o pior desempenho do mês desde 2007, quando as medições foram iniciadas. Em nota, o IDV afirmou que a queda se deve à deterioração do cenário macroeconômico e às vendas da Páscoa, que neste ano foram em março, diferentemente do ano passado, que ocorreram em abril. A expectativa é de uma nova queda em maio, de 10,5%, e em junho, de 8,8%, e de um aumento positivo de 0,9% em julho.

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Embraer voando no México

Em um contrato com a empresa mexicana de táxi aéreo Across firmado nesta segunda-feira, a Embraer anunciou a venda de 23 aeronaves, no valor de 260 milhões de reais. O pedido ainda pode dobrar, passando de 500 milhões de reais. Os jatos são principalmente de pequeno porte, para executivos, atendendo a uma demanda de mercado por voos empresariais mais baratos.

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