Virada das expectativas pode dar receita maior à BM&FBovespa

"Se houver uma recuperação do valor das ações e manutenção de giro alto, podemos ter bom resultado nessa área", disse o diretor Daniel Sonder

São Paulo – Uma melhora das expectativas do mercado resultante de uma gestão macroeconômica mais saudável pelo governo federal pode fazer a BM&FBovespa ter fortes receitas no segmento de ações nos próximos trimestres, disse nesta sexta-feira um executivo da companhia.

“Se houver uma recuperação do valor das ações e manutenção de giro alto, podemos ter bom resultado nessa área”, disse a jornalistas o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Daniel Sonder.

No primeiro trimestre, as receitas da companhia no segmento Bovespa somaram 224,1 milhões de reais, alta de 2,8 por cento sobre um ano antes, movimento patrocinado pela combinação de alta das ações com maior volume negociado.

De janeiro a março, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, subiu 15,5 por cento. Além disso, o volume de negócios totalizou 85,8 por cento da capitalização total das ações. Um ano antes, esse índice tinha sido de 71,8 por cento.

De acordo com Sonder, o índice subiu a partir de março e chegou a 95 por cento em abril.

Em entrevista a jornalistas, o presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto, comentou a melhora das expectativas dos agentes também pode permitir uma retomada nas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) no Brasil ainda neste ano.

“O Brasil pode começar um grande círculo virtuoso para a economia”, disse Edemir na entrevista para comentar os resultados da companhia no primeiro trimestre.

A BM&FBovespa anunciou na noite da véspera que teve lucro líquido de 339,5 milhões de reais no período, alta de 21 por cento ante um ano antes, impulsionado pela expansão no volume de negócios por volta de março.

CETIP De acordo com Sonder, a BM&FBovespa já acertou com bancos uma linha de crédito prévia de cerca de 2 bilhões de reais para ajudar a financiar a compra da Cetip, por aproximadamente 12 bilhões de reais, anunciada em abril.

Mas quando o desembolso efetivamente acontecer, a bolsa pretende tomar recursos no mercado em condições mais favoráveis e com prazo de até 3 anos.

“A empresa combinada tem uma boa geração de caixa, acho que não precisaremos de um prazo muito longo”, disse Sonder.

Ao concluir a compra da Cetip, a BM&FBovespa deve ter uma relação dívida/Ebitda de 2 vezes, relação que deve ser reduzida para uma vez em até três anos.

Com a gradual redução do endividamento, porém, a bolsa espera já ter condições de distribuir o equivalente a 80 por cento do lucro na forma de dividendos após um ano da compra da Cetip.

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