A escalada militar na Ásia

A ofensiva militar dos Estados Unidos tomou novas proporções na tarde desta quinta-feira. O país lançou no Afeganistão a maior bomba não nuclear de seu arsenal, chamada de GBU-43/B, com o intuito de destruir túneis subterrâneos utilizados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Segundo o porta-voz do presidente Donald Trump, Sean Spicer, o país averiguou que o EI usava os túneis para orquestrar ataques contra os Estados Unidos. Spicer também disse que o Exército tomou precauções para diminuir o número de civis atingidos pela bomba.

O aparato também pesa 9 toneladas e é conhecido como “mother of all bombs” (Moab), ou a “mãe de todas as bombas”, em bom português. É a primeira vez que os Estados Unidos usam o artefato. A Moab foi desenvolvida para destruir instalações militares subterrâneas, pensando não no Afeganistão, mas no Irã e na Coreia do Norte, que nos últimos dez anos avançaram em seu programa nuclear. “Não sei se o ataque passa uma mensagem. A Coreia do Norte é um problema, do qual tomaremos conta”, disse o presidente americano, Donald Trump.

O recado de Trump não foi ao acaso. Imagens de satélite sugerem que os norte-coreanos estão em preparativos para realizar seu sexto teste nuclear em uma década — no sábado acontece a celebração do 105º aniversário de Kim Il-sung, avô do atual líder Kim Jong-un e fundador do país. Em anos anteriores, a Coreia do Norte aproveitou a data para realizar testes militares, o que deixa o Ocidente em alerta. Na terça-feira, Trump enviou na quarta-feira submarino e porta-aviões para a Península da Coreia.

Mas a maior aposta para lidar com o irascível Kim é via um intermediário: a China, um dos maiores apoiadores financeiros e políticos da Coreia do Norte. Analistas afirmam que o presidente Xi Jinping tem o que é necessário para resolver o impasse sem disparar um único tiro. Segundo o jornal chinês Global Times, o país encaminhou 150.000 tropas à fronteira com a Coreia do Norte. Os chineses, tradicionais aliados de Kim, também poderiam cortar o envio de petróleo, sufocando o regime coreano.

A propósito: o “grande evento” anunciado por Kim a jornalistas estrangeiros hoje – e antecipado por EXAME Hoje – era a inauguração de um simples complexo residencial. Pode ter sido uma tática de distração, pode ser puro egocentrismo.

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