Alemanha pede unidade diante de “forças centrífugas” da UE

O governo alemão advogou nesta segunda-feira para que os 27 parceiros europeus mantenham uma posição comum e única perante o "Brexit"

Berlim – O governo alemão advogou nesta segunda-feira para que os 27 parceiros europeus mantenham uma posição comum e única perante o “Brexit” para “não fortalecer as forças centrífugas” da União Europeia e apostou por um processo “tranquilo e prudente”, mas não interminável.

Em entrevista coletiva, o porta-voz da Chancelaria, Steffen Seibert, lembrou que esse processo só começará quando o Reino Unido ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que regula o desligamento de um país-membro, e rejeitou “negociações informais” antes desse momento.

Segundo explicou, Berlim entende que Londres possa necessitar de um tempo “razoável” para apresentar seu comunicado a Bruxelas e ativar esse processo – para o qual não existem prazos fixados – e advoga pela calma, já que a UE deverá seguir mantendo relações estreitas e de confiança com o Reino Unido após sua saída.

Para o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Martin Schäfer, essa posição não é incompatível com a urgência que mostrou no sábado o titular desse departamento, Frank-Walter Steinmeier, quando se reuniu com os outros cinco países fundadores do projeto europeu e advogou por iniciar o processo de desligamento “o mais rápido possível”.

Seibert lembrou que o referendo britânico situou a UE perante uma situação “nova e difícil” e que a chanceler, Angela Merkel, pediu que não sejam tiradas “fáceis e rápidas” conclusões.

O porta-voz ressaltou assim de novo a necessidade de os 27 parceiros europeus analisarem juntos a situação e acordarem de forma unânime os seguintes passos perante um desafio “histórico e único” e defendeu ao mesmo tempo que sejam realizadas ligações de distintas grupos e reuniões em diferentes formatos.

Nesse contexto inscreve-se, apontaram os porta-vozes, o documento pactuado pelos ministros das Relações Exteriores da Alemanha e França, no qual defendem reforçar a solidariedade na UE mas, ao mesmo tempo, reconhecem a necessidade de flexibilidade perante as diferentes “níveis de ambição” dos países-membros.

Trata-se de uma “contribuição” ao debate dos 27, explicou Seibert, que defendeu também a reunião que manterão esta tarde Merkel, o presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, representantes de três países “grandes” da UE. 

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