Alemanha planeja permitir entrada de europeus no Exército

"O Exército deve ser um reflexo da realidade do país em toda sua diversidade. Isso significa favorecer uma maior presença de imigrantes comunitários"

Berlim – O governo da chanceler alemã, Angela Merkel, estuda a possibilidade de abrir seu Exército a cidadãos da União Europeia (UE) e deixar de restringir o alistamento somente a alemães.

“O Exército deve ser um reflexo da realidade do país em toda sua diversidade. Isso significa favorecer uma maior presença de imigrantes comunitários”, indicou a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, na apresentação do novo “Livro Branco sobre a Política de Segurança Alemã e o Futuro da Bundeswehr”.

O livro, que inclui objetivos em médio prazo, estratégias e prioridades das Forças Armadas, menciona também a eventual abertura a “cidadãos e cidadãs da UE”.

Isso representa uma clara ruptura na linha da Bundeswehr (o Exército alemão), que desde sua fundação, há 61 anos, só permitiu a presença de locais nas Forças Armadas.

“A abertura da Bundeswehr a cidadãos e cidadãs da UE não seria só um enriquecimento, quanto a potencial integrador e regenerador, que robusteceria o Exército, mas também seria um sinal forte da perspectiva europeia”, segundo o texto.

Ursula explicou que para isso a Lei do Soldado deveria ser modificada, mas não seria preciso fazer o mesmo com a Constituição alemã.

O governo alemão suprimiu em 2011 o alistamento obrigatório, após uma forte polêmica e a rejeição de quem considerava que essa determinação violava o princípio constitucional de que as Forças Armadas devem estar ancoradas na sociedade alemã e ser um reflexo de todos seus estamentos.

A reforma gerou uma redução gradual do contingente, à época com 240 mil soldados, até os atuais 177 mil.

Há algumas semanas, a ministra anunciou um aumento dos efetivos da Bundeswehr com mais 7 mil soldados, assim como um aumento progressivo de sua verba, que passará dos 34,3 bilhões atuais para cerca de 39,2 bilhões em 2020.

A Bundeswehr está presente em 16 missões no exterior e liderará um dos batalhões que a Otan decidiu enviar à Polônia e as repúblicas bálticas (Lituânia, Letônia e Estônia).

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