Alemanha se preocupa com segurança após sucessão de ataques

Quatro tragédias seguidas geraram nervosismo e preocupação entre a população e o governo alemão

Um atentado suicida perto de um festival de música, um ataque com machado, um tiroteio sangrento em Munique e outra agressão com faca: a Alemanha viveu uma série de tragédias em menos de uma semana, gerando medo e nervosismo entre a população e o governo.

24 de julho: atentado suicida

Um refugiado sírio de 27 anos, que jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI), que por sua vez o reconheceu como um de seus “soldados”, detonou os explosivos que levava consigo ao cair da noite no centro de Ansbach, cidade de 40 mil habitantes da Baviera (sul), nos arredores de um festival de música pop ao ar livre, ao qual assistiam 2.500 pessoas.

O agressor morreu na explosão, enquanto 15 pessoas ficaram feridas, quatro delas com gravidade, mas não correm risco de morrer.

Enquanto isso, as autoridades bávaras privilegiaram desde o princípio a pista extremista, Berlim tentou relativizar a informação à espera de uma confirmação.

O solicitante de asilo (rejeitado), que devia ser extraditado para a Bulgária, esteve internado em uma clínica psiquiátrica após duas tentativas de suicídio.

Ele tinha tentado entrar em vão no recinto onde era celebrado o festival e pouco depois se fez explodir nas proximidades.

24 de julho: ataque com facão

Um refugiado sírio de 21 anos matou durante uma briga uma polonesa de 45 a golpes de facão em um pequeno restaurante da cidade de Reutlingen (sudoeste), e fugiu correndo depois, ferindo em sua passagem outras pessoas, semeando o pânico.

Finalmente, foi detido ao ser deliberadamente atropelado por um automóvel. Segundo a polícia, foi um crime passional.

22 de julho: tiroteio em Munique

David Ali Sonboly, um alemão de origem iraniana de 18 anos, obcecado por chacinas, matou nove pessoas, adolescentes e adultos jovens em sua maioria, perto de um centro comercial de Munique.

Ele sofria de problemas psiquiátricos. Sonboly preparou a ação durante um ano. Um de seus amigos, de 16 anos, foi detido, e a polícia suspeita que ele tenha sido informado do plano de massacre pelo autor e não deu a informação a ninguém.

Esta troca de tiros provocou cenas de pânico na cidade, visto que a polícia acreditou durante horas que se tratava do ato de um comando terrorista, mobilizando 2.300 efetivos.

18 de julho: atentado com machado

Um jovem solicitante de asilo de 17 anos, que disse ser afegão, agrediu turistas de Hong Kong que viajavam em um trem a golpes de machado e faca perto de Wurtzburgo, atacando em seguida uma mulher que passeava com seu cão na rua. Cinco pessoas ficaram feridas.

Pouco depois, o agressor foi morto pela polícia.

O jovem reivindicou seu ato em um vídeo filmado previamente em nome do grupo Estado Islâmico.

A polícia acredita que possa se tratar de um paquistanês.

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