Atentados suicidas matam 5 na fronteira entre Líbano e Síria

Mais dois homens-bomba detonaram seus explosivos no momento em que os habitantes da localidade ajudavam os feridos depois de ataque

Uma série de atentados suicidas mataram nesta segunda-feira ao menos cinco pessoas na localidade libanesa de Al Qaa, no leste do Líbano, uma região golpeada pela violência por sua proximidade com a fronteira síria.

Uma primeira onda de explosões ocorreu durante a noite em Al Qaa, uma localidade de maioria cristã na região do Bekaa, a poucos quilômetros da fronteira com a Síria, deixando cinco mortos.

“Um homem-bomba detonou sua carga diante de uma casa. Vários moradores seguiram para o local da explosão e neste momento os outros três homens-bomba entraram em ação”, revelou um oficial.

O prefeito de Al-Qaa, Bashir Matar, informou que dois homens-bomba detonaram seus explosivos no momento em que os habitantes da localidade ajudavam os feridos.

“Morreram pelo menos oito pessoas, incluindo três homens-bomba, e 15 ficaram feridas”, afirmou Georges Kettaneh, secretário-geral da Cruz Vermelha libanesa.

Horas depois, mais três atentados suicidas sacudiram Al Qaa. Os últimos ataques foram cometidos por indivíduos de moto, que se detonaram em frente à igreja da cidade e diante da prefeitura, informou uma testemunha à AFP.

Uma fonte da Cruz Vermelha libanesa declarou à emissora de televisão privada LBC que há vários feridos.

“Atualmente, há combates no limite da cidade entre o Exército libanês e grupos armados”, disse outra fonte de segurança.

Al-Qaa fica na rota que liga a cidade síria de Quseir a Bekaa. Embora seja de maioria cristã, um quarto da população é de muçulmanos sunitas. Em sua periferia, há um campo de refugiados sírios.

A área da fronteira com a Síria é cenário frequente de confrontos entre o exército libanês e grupos extremistas como a Frente Al-Nosra (braço sírio da Al-Qaeda) ou o grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI).

Os ataques suicidas simultâneos são típicos de organizações jihadistas como o EI e a Al-Qaeda.

“A população segue em alerta e vigiamos as casas”, explicou um morador, Fadi Bsherrawi.

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