Aumenta na Itália número de solicitações de asilo negadas

Em 2014 foi concedido asilo a 10% dos solicitantes, proteção subsidiada a 22% e visto humanitário a 28%

O número de solicitações de asilo se manteve estável na Itália nos primeiros cinco meses de 2015, com 25 mil casos apresentados, ainda que a taxa de rejeição tenha aumentado, segundo um informe publicado nesta terça-feira.

Em 2014, a Itália registrou a entrada de 170 mil imigrantes ilegais, dos quais 64,6 mil solicitaram asilo.

Entre janeiro e maio de 2015 chegaram 47 mil, dos quais 25 mil apresentaram solicitação de asilo, de acordo com um informe elaborado por várias organizações de proteção aos migrantes a partir de dados do Ministério do Interior e do Alto Comissionado da ONU para os refugiados (Acnur).

Em 2014 foi concedido asilo a 10% dos solicitantes, proteção subsidiada a 22% e visto humanitário a 28%, o que significa que 60% dos casos recebeu uma resposta positiva.

Para os casos examinados em 2015, depositados em sua maioria em 2014, a taxa de resposta positiva diminuiu 50%, ressalta o informe.

Apenas 6% obtiveram o asilo, 19% proteção subsidiada e 25% permissão de residência humanitária.

As pessoas que receberam uma resposta negativa puderam recorrer à justiça italiana: o prazo é muito curto assim e o número de casos admissíveis é limitado.

No entanto, nos últimos anos os tribunais concederam uma forma de proteção para 70% dos casos.

O aumento de rejeições à solicitação não se deve à firmeza das comissões e sim à nacionalidade dos solicitantes, já que não provém de países em guerra, destaca o informe.

Os cidadãos sírios são quase sempre reconhecidos como refugiados na Europa. 42,4 mil chegaram à Itália em 2014 e apenas 505 apresentaram solicitação de asilo.

Os demais continuaram sua viagem até o norte do continente. Um fenômeno similar ocorreu com os eritrenos: apenas 480 dos 34,3 mil que chegaram em 2013 pediram asilo na Itália.

Em 2014, os três grupos de nacionalidades que apresentaram maior número de solicitações de asilo na Itália provinham de Mali, Nigéria e Gâmbia. Em 2015, Nigéria e Gâmbia estavam no topo da lista, seguidos do Senegal.

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