Autoridades recomendam que grávidas evitem área em Miami

A zika é especialmente grave para mulheres grávidas, uma vez que pode causar microcefalia e outros problemas neurológicos nos bebês

Atlanta – Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos incluíram nesta sexta-feira uma área da cidade de Miami Beach, na Flórida, entre os destinos que mulheres grávidas devem evitar por causa dos riscos de contrair zika.

“Identificamos uma nova área de contágio de zika em uma região de Miami Beach e como resultado decidimos recomendar que as mulheres grávidas evitem viajar para estas zonas designadas”, declarou hoje o diretor dos CDC, Tom Frieden, em entrevista coletiva.

A zika, que se propagou por grande parte da América Latina e Caribe, embora cause sintomas leves na maioria das pessoas que contrai a doença, é especialmente grave para mulheres grávidas, uma vez que pode causar microcefalia e outros problemas neurológicos nos bebês.

As autoridades sanitárias tomaram a medida depois que o governador da Flórida, Rick Scott, reportou hoje os cinco primeiros prováveis casos de zika contraídos em Miami Beach, três homens e duas mulheres, que elevam a 36 o número de casos considerados autóctones no estado.

Em entrevista coletiva em Miami, Scott anunciou que “começou um agressivo plano para a erradicação da zika” na cidade de Miami Beach.

A região, desse modo, se soma à área de Wynwood, um bairro ao norte do centro de Miami onde se registraram casos de contágio ativo do vírus desde o fim de julho.

“A região de Miami Beach representa um desafio maior devido ao fato de não se poder realizar a fumigação aérea”, ressaltou Frieden, em relação às limitações que a área oferece para evitar a proliferação dos mosquitos transmissores da doença.

As autoridades solicitaram às mulheres grávidas que evitem viagens à área designada de Miami Beach e Wynwood, ambas no condado de Miami-Dade.

“Queremos que as mulheres grávidas evitem viajar para países onde há contágio de zika, da mesma forma que estas duas áreas específicas dentro do condado de Miami Dade”, pediu Frieden.

“É difícil, mas importante que as mulheres grávidas façam todo o possível para evitar as picadas de mosquitos e que evitem ir às áreas onde a zika se está propagando”, reiterou.

Além disso, as autoridades não descartaram a possibilidade que se registrem casos de transmissão local em outros bairros vizinhos do condado de Miami-Dade.

“Cada comunidade nos Estados Unidos que tenha o mosquito Aedes aegypti deve estar atenta e trabalhar para controlar os mosquitos”, acrescentou.

Até o momento, os CDC enviaram à Flórida mais de US$ 8 milhões em fundos específicos para a zika e cerca de US$ 27 milhões em fundos de preparação para emergências que podem ser usados para atividades de combate à doença.

Até 17 de agosto de 2016, haviam sido notificados 2.260 casos de zika no território continental dos Estados Unidos e Havaí, incluídos 529 casos em mulheres grávidas, entre os quais 22 creditados à transmissão por via sexual.

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