Ban Ki-moon pede “rápida” atuação para acabar com a Aids

Até a próxima sexta-feira, mais de 18 mil líderes, cientistas, ativistas e pessoal da área de saúde participarão de fórum sobre a Aids

Nairóbi – O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira à comunidade internacional que atue de maneira “rápida” para acabar com a Aids até 2030 e insistiu que para alcançar o objetivo é preciso melhorar o acesso ao tratamento antiretroviral e reforçar os programas de prevenção do vírus.

“Como comunidade global, devemos atuar rapidamente e com decisão para pôr fim a esta epidemia”, afirmou Ban durante a inauguração da conferência internacional sobre a Aids realizada na cidade sul-africana de Durban.

Até a próxima sexta-feira, mais de 18 mil líderes, cientistas, ativistas e pessoal da área de saúde participarão deste fórum para definir as estratégias que permitam acabar com a Aids em 2030, um dos objetivos da agenda para o desenvolvimento impulsionada pela ONU.

Ban garantiu que é necessário estender o acesso ao tratamento, já que apesar dos significativos progressos alcançados até o momento, mais da metade dos afetados pelo HIV ainda não têm acesso a eles.

Isto ocorre porque as novas ferramentas de prevenção do HIV ficam fora do alcance da maioria dos que as necessitam, segundo um comunicado divulgado pela organização.

A atriz sul-africana Charlize Theron, que também participou da cerimônia, falou sobre o impacto da Aids, especialmente nos adolescentes.

Segundo dados da ONU, no ano passado a cada hora foram infectados com o vírus da Aids 29 adolescentes entre as idades de 15 e 19 anos no mundo todo.

65% dos novos infectados no mundo todo são menores de sexo feminino. Só na África Subsaariana, onde se concentra 70% de toda a população mundial soropositiva, 3 de cada 4 novos adolescentes infectados são meninas.

Por sua vez, o presidente da Sociedade Internacional da aids (SIS), Chris Beyrer, insistiu que para poder combater a Aids em todas as partes do mundo, “é preciso assegurar que cada ação que seja tomada esteja baseada na ciência, respeite os direitos humanos e seja totalmente financiada”.

“Se não tomamos decisões estratégicas corretas, corremos o risco de reverter os avanços conseguidos com tanto esforço. Isso seria equivalente a uma derrota”, advertiu.

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