Califórnia confirma nascimento de 2 bebês com microcefalia

Departamento de Saúde Pública da Califórnia confirmou o nascimento de dois bebês com microcefalia no estado, como consequência da infecção por zika Vírus

Los Angeles – O Departamento de Saúde Pública da Califórnia (CDPH, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira o nascimento de dois bebês com microcefalia no estado, como consequência da infecção por zika Vírus.

As autoridades afirmaram em entrevista coletiva que as mães contraíram a infecção já quando estavam grávidas, enquanto viajavam por países afetados pela doença.

“Os bebês nascidos com deficiência, incluindo a microcefalia como resultado da infecção materna de zika, não apresentam riscos para a saúde pública de suas comunidades”, garantiu a médica Karen Smith, diretora do CDPH.

“Isto é um importante lembrete para os californianos de que a zika pode causar danos sérios a fetos em desenvolvimento”, acrescentou.

Até o dia 29 de julho desse ano, 114 casos de infecções por zika, em 22 condados da Califórnia, foram registrados. Entre eles, estão 21 mulheres grávidas, segundo os representantes do CDPH.

Smith também confirmou que foi detectada a presença de mosquitos da espécie Aedes aegypti, que podem transmitir o vírus, em 12 condados da Califórnia. No entanto, disse que “não há evidência”, até o momento, que eles estejam transmitindo a zika no estado.

Na Califórnia são registrados cerca de 100 casos de microcefalia por ano, por diversas causas, entre elas a infecção por zika. Os representantes do CDPH informaram que a instituição não documenta a infecção pelo vírus até que ela seja devidamente “confirmada”.

Uma equipe interdisciplinar do órgão está colaborando com as autoridades locais e o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) para garantir uma resposta “agressiva” e “apropriada” à ameaça emergente que representa o vírus na Califórnia.

Além de vigiar de forma ativa todas as mulheres grávidas infectadas com zika, os bebês nascidos com microcefalia vinculada ao vírus receberão acompanhamento médico durante um ano.

“As mulheres grávidas que tenham que viajar para uma destas zonas (com transmissão de zika conhecida) devem tomar cuidados rigorosos para prevenir picadas de mosquitos e falar com um médico assim que retornarem”, recomendou a especialista.

A médica também ressaltou que o vírus pode ser transmitido por contato sexual e que tanto os homens como as mulheres em idade fértil devem adotar as medidas necessárias ao viajarem para países onde o vírus estiver se propagando.

Nos Estados Unidos, as autoridades de saúde vigiam de perto o desenvolvimento da doença no sul da Flórida, onde até agora foram informados 15 casos de contágio, muitos deles em uma área de um quilômetro quadrado na cidade de Miami. 

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s