Canadá só aceitará mulheres, crianças e famílias para asilo

De acordo com a "CBC", os homens sírios que não estiverem acompanhados por suas famílias não serão aceitos como refugiados

Toronto – O governo do Canadá anunciará nesta terça-feira um plano para receber 25 mil refugiados sírios nas próximas semanas, mas só aceitará mulheres, crianças e famílias, por motivos de segurança, conforme informou a televisão pública canadense.

De acordo com a “CBC”, que disse ter tido acesso ao plano que será apresentado amanhã, os homens sírios que não estiverem acompanhados por suas famílias não serão aceitos como refugiados.

Os detalhes da iniciativa para aceitar 25 mil refugiados sírios serão divulgados na terça-feira pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, do Partido Liberal, que ganhou as eleições do dia 19 de outubro com uma plataforma que propunha, entre outros assuntos, esse amparo antes do fim do ano.

A emissora informou que para alcançar esse objetivo, o governo criará uma ponte aérea entre os campos de refugiados da região e o Canadá para transferir 900 sírios diariamente.

O conflito vivido pela Síria desde março de 2011, quando surgiram uma série de protestos contra o governo do presidente Bashar al Assad, deixou 220 mil mortos e mais de quatro milhões de refugiados em países vizinhos, assim como 7,6 milhões de deslocados internos, segundo estimativas da ONU.

Há seis semanas, funcionários canadenses começaram a processar informações de 100 pessoas por dia nos campos de refugiados do Líbano para selecionar as 25 mil pessoas que serão amparadas.

Os refugiados, que chegarão a Toronto e Montreal, serão inicialmente hospedados em bases militares, hospitais e escolas em desuso, assim como hotéis.

O plano de reassentamento dos 25 mil refugiados custará cerca de 1,2 bilhão de dólares canadenses (R$ 3,343 bilhões) durante os próximos anos.

Trudeau se reunirá hoje com os primeiros-ministros das 10 províncias e três territórios do Canadá para tratar, entre outros temas, a distribuição dos refugiados sírios.

Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a rejeição de Wall é exceção no Canadá e a maioria dos primeiros-ministros provinciais, assim como os prefeitos das maiores cidades do país, expressaram seu apoio à chegada de refugiados sírios.

As maiores províncias do país, como Ontario, Québec e Colúmbia Britânica, já se comprometeram a aceitar milhares de refugiados em seus territórios.

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