Centenas de candidatos na Colômbia têm ligações criminosas

Pelo menos 152 candidatos dos mais de 112.800 que se inscreveram para concorrer nas eleições locais e regionais na Colômbia têm ligações com grupos criminosos

Bogotá – Pelo menos 152 candidatos dos mais de 112.800 que se inscreveram para concorrer nas eleições locais e regionais na Colômbia, marcadas para o dia 25 de outubro, têm ligações com grupos criminosos, revelou uma pesquisa feita por ONGs divulgada nesta sexta-feira.

O documento foi apresentado em Bogotá pela Fundação Paz & Reconciliação e pela Missão de Observação Eleitoral (MOE), que analisa o desenvolvimento da corrida eleitoral.

O analista Ariel Ávila disse que a pesquisa concluiu que 152 candidatos têm vínculos “com organizações criminosas que são herdeiras da parapolítica”, como se chama na Colômbia a relação entre políticos e paramilitares.

Além disso, segundo o pesquisador, esses candidatos “têm delitos graves contra o erário em temas como contratos públicos, ou inclusive foram processados por parapolítica, saíram da prisão e mais uma vez participam da política”.

Ávila, que é subdiretor acadêmico da Fundação, explicou que os departamentos de Sucre, no norte do país, e de Antioquia, no noroeste, são os que contam com o maior número de candidatos envolvidos, com 47 e 31, respectivamente.

O estudo também afirma que, do total de candidatos citados por relação com o crime, 81% tem “alta probabilidade” de serem eleitos graças ao apoio recebido de seus partidos.

Entre os candidatos citados pelo documento está o postulante ao governo de Caquetá, no sudoeste, pelo Partido Conservador, Arnulfo Guasca, que teria enriquecido devido à produção de folha de coca.

Da mesma forma, Luis Enrique Solano Redondo, que tenta ser prefeito de Uribia pelo Partido Liberal, é questionado por receber o apoio de sua mãe, Ciela Redondo, acusada de ter vínculos com um homem conhecido como “Pablo”, chefe da quadrilha na região.

Nos últimos dias, a Promotoria da Colômbia prendeu mais de 30 candidatos envolvidos com grupos ilegais, alguns deles por causa de relatórios como o apresentado hoje. 

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