China censurou 15 mi de publicações e 28 mil páginas web

O Escritório Nacional contra a Pornografia e as Publicações Ilegais divulgou os números de seu trabalho ao longo do ano passado

Pequim – A censura chinesa confiscou 15 milhões de publicações e fechou 28 mil páginas web por divulgar conteúdos considerados “ilegais” ou pornográficos ao longo de 2015, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelas autoridades do país.

O Escritório Nacional contra a Pornografia e as Publicações Ilegais, citada pela agência oficial “Xinhua”, divulgou os números de seu trabalho ao longo do ano passado dentro de uma campanha contra este tipo de conteúdos que, advertiu, continuará em 2016.

As autoridades centrarão suas inspeções nas áreas ao redor das escolas para descobrir as lojas que vendem este tipo de publicação e, além disso, perseguirão quem compartilhar na internet links para sites de pornografia, páginas de armazenamento na nuvem ou jogos on line, informou este organismo.

O presidente da China, Xi Jinping, já destacando a necessidade de manter uma “lealdade absoluta” à liderança do Partido Comunista durante uma viagem que realizou no dia 19 de fevereiro pelos três grandes veículos de comunicação oficiais do país, a agência de notícias “Xinhua”, o Jornal do Povo e a emissora “CCTV”.

Várias organizações denunciaram recentemente que a China está vivendo um dos períodos de mais intensa repressão contra a dissidência e de cortes das liberdades das últimas décadas.

Dentro dessa campanha para conter as críticas, as autoridades chinesas detiveram cinco editores de Hong Kong por vender livros proibidos pelo regime comunista.

Além disso, a Administração do Ciberespaço da China anunciou na semana passada que tinha suspendido mais de 580 contas na rede social Weibo, o equivalente chinês do Twitter, por divulgar rumores, confundir a população ou ir contra a Constituição.

Também a editora de um dos jornais mais famosos da China, o cantonês Southern Metropolis Daily, Liu Yuxia, foi demitida por elaborar uma capa na qual supostamente se criticava com uma mensagem semioculta a censura dos veículos de comunicação no país.

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