China pagará parte da 1ª usina nuclear britânica em 20 anos

Pequim investirá cerca de 6 bilhões de libras no reator de Hinkley Point C, no condado de Somerset, um projeto liderado pela francesa EDF

Londres – O presidente da China, Xi Jinping, confirmou nesta quarta-feira depois de se reunir em Londres com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que a companhia estatal chinesa CGN vai pagar um terço da construção da primeira usina nuclear no Reino Unido desde 1995.

Pequim investirá cerca de 6 bilhões de libras no reator de Hinkley Point C, no condado de Somerset (sudoeste da Inglaterra), um projeto liderado pela francesa EDF – que terá participação de 65,5% – e que visa gerar, a partir de 2025, 7% da eletricidade do Reino Unido.

O capital chinês impulsionará o plano de Londres para promover as usinas nucleares como fonte de energia e permite a Pequim colocar em vitrine global sua capacidade industrial no setor.

Xi se reuniu com Cameron em Downing Street durante o segundo dia de sua visita de Estado ao Reino Unido, na qual devem ser fechados acordos no valor de 30 bilhões de libras.

O “histórico acordo” para construir a central de Hinkley Point servirá para “fornecer ao Reino Unido de energia acessível e dará emprego a mais de 25 mil pessoas, que trabalharão juntas para construir um futuro de baixas emissões”, disse Cameron em entrevista coletiva ao lado do líder chinês.

Xi, por sua vez, ressaltou que a assinatura de acordos comerciais durante sua visita abre a porta para uma “era dourada” para os negócios entre os dois países e ressaltou que o plano para construir Hinkley Point C é o primeiro passo para “mais cooperações práticas deste tipo” no futuro.

O acordo sobre a central em Somerset inclui ainda um acordo inicial para outros dois projetos entre CGN e EDF no Reino Unido, a central Sizewell, em Suffolk (leste da Inglaterra), para a qual a companhia chinesa contribuirá com 20% do capital, e a de Bradwell, a leste de Londres, que terá o primeiro reator nuclear projetado pela China no Ocidente.

Diante da preocupação expressada nos últimos dias por deputados da oposição trabalhista sobre possíveis problemas de segurança devido ao uso de tecnologia chinesa em usinas nucleares no Reino Unido, o ministro das Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, negou qualquer risco e garantiu que “a segurança nacional depende da segurança econômica”.

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