Comissão Europeia lembra divergências salariais de gênero

O governo comunitário lembrou em declaração que as mulheres "ainda representam menos de um quarto dos cargos nas diretorias das empresas"

Bruxelas – A Comissão Europeia (CE) lembrou nesta terça-feira as diferenças salariais por questões de gênero e a pouca presença de mulheres em cargos de liderança nas empresas, em meio à celebração do Dia Internacional da Mulher.

O governo comunitário lembrou em declaração que as mulheres “recebem, em média, 16% menos que os homens por hora trabalhada”, e que as mulheres “ainda representam menos de um quarto dos cargos nas diretorias das empresas”.

A CE também informou que um terço da população ativa feminina trabalha em expediente parcial, o que se deve a responsabilidades domésticas “não são distribuídas equitativamente” com os homens.

“É essencial que continuemos nossos esforços para integrar a igualdade entre homens e mulheres em cada uma de nossas políticas em todos os âmbitos, em cada um de nossos Estados-membros e nos países nos quais trabalhamos”, destacou a Comissão.

O órgão ressaltou que a UE se comprometeu a impulsionar o novo programa da ONU para 2030 sobre igualdade de gênero, que inclui “um forte compromisso” para avançar na igualdade e na autonomia das mulheres e meninas de todo o mundo.

Além disso, destacou que a UE “combate sem descanso o sexismo, a discriminação, a violência e a desigualdade baseada no gênero”, e lembrou que a legislação comunitária atual “garante os direitos das vítimas e promove a igualdade de tratamento”.

“Tomamos medidas para potencializar às mulheres, para lutar por seus direitos e sua igualdade de acesso aos recursos econômicos e para fazer frente a todas as formas de violência contra as mulheres e meninas, especialmente o tráfico, a mutilação genital feminina e o casamento precoce ou forçado”, disse a Comissão.

Para a CE, as mulheres são “agentes fundamentais e motores do desenvolvimento e paz sustentáveis” e “têm um papel crucial a desempenhar em um mundo tão duro, afetado pelo conflito e pela desigualdade”.

Com relação à crise de refugiados, a Comissão garantiu que a UE “se esforça por assegurar que sua assistência humanitária responda às necessidades específicas de gênero, em particular à vulnerabilidade das mulheres imigrantes”.

O governo europeu afirmou que hoje é um dia para se celebrar o papel da mulher “na sociedade, no trabalho, nas famílias e nas vidas”, e no qual também é lembrado o “sofrimento, a miséria e a injustiça” que para muitas continua sendo uma realidade.

No entanto, a Comissão Europeia pediu que seja promovida a igualdade de gênero “durante todos os dias”.

“Estamos juntos, hoje e todos os dias, no compromisso de criar um mundo onde nossos filhos e filhas tenham as mesmas oportunidades”, enfatizou a CE, que concluiu que “quando se busca sonhos e objetivos, o gênero não deve ser considerado um obstáculo”.

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