Comissão Europeia propõe medidas para prevenir radicalização

"Os recentes e horrendos ataques em Orlando, mas também na França ontem à noite, nos lembram que o terrorismo é global e, ao mesmo tempo, extremamente local"

Bruxelas – A Comissão Europeia (CE) apresentou nesta terça-feira um conjunto de medidas dirigidas para apoiar os Estados-membros em sua luta contra o extremismo e a radicalização, principalmente através da internet, para evitar que se repitam atentados como os de Paris, Bruxelas e, recentemente, o de Orlando.

“Os recentes e horrendos ataques em Orlando, mas também na França ontem à noite, nos lembram que o terrorismo é global e, ao mesmo tempo, extremamente local, já que a maioria dos autores são nossos próprios cidadãos nascidos e criados em nossos próprios territórios, educados em nossas escolas”, afirmou em entrevista coletiva o comissário europeu de Interior, Dimitris Avramopoulos.

Ele lamentou que estas pessoas estejam se radicalizado e se virando contra “seus próprios conterrâneos, em alguns casos seus amigos” e os valores europeus e que tenham cedido perante “a propaganda do ódio inspirada por uma ideologia de catástrofe”.

“Precisamos compartilhar informação, inteligência e aprofundar a confiança entre todas as autoridades competentes”, acrescentou.

As medidas colocadas hoje pelo Executivo comunitário têm caráter voluntário, já que são os países da União Europeia os que têm competência neste âmbito, e incluem ideias já debatidas no passado por Bruxelas como a necessidade de trabalhar com as operadoras de internet para combater a radicalização.

Avramopoulos reconheceu que a internet é “o verdadeiro campo de batalha” onde é preciso combater o extremismo.

A União Europeia defende também reforçar a luta contra a radicalização nas prisões, assim como impulsionar uma educação inclusiva e estender os valores comuns do bloco.

A União Europeia comprometeu 25 milhões de euros para os próximos quatro anos para que a Rede Europa de Conscientização, criada em 2011, possa realizar seu trabalho, assim como 314 milhões de euros para apoiar os programas nacionais contra a radicalização.

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