Comitê da OMS se reúne para avaliar epidemia de zika

A OMS considerou que o vírus da zika e as questões de má-formação de fetos que a doença provoca constituíam uma emergência médica de alcance internacional

Genebra – O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne nesta quinta-feira para avaliar a epidemia do vírus de zika no mundo e, eventualmente, modificar ou ampliar as recomendações sobre como detê-la.

Este será o quarto encontro do Comitê de Emergência sobre a Zika, que será realizada por teleconferência, e que terá as conclusões divulgadas amanhã.

Em 1 de fevereiro, a OMS considerou que o vírus da zika e as questões envolvendo má-formação de fetos que esta doença provocava constituíam uma emergência médica de alcance internacional. Depois, a agência de saúde das Nações Unidas opinou que o próprio vírus e sua expansão constituíam por si sós uma emergência.

Já foi possível comprovar que o vírus não provoca apenas más-formações congênitas e problemas neurológicos nos fetos, mas também em adultos, dado que se registrou um aumento repentino de casos de Síndrome de Guillain-Barre (SGB) ligados à infecção por zika. A SGB é uma resposta imunológica do corpo que causa paralisias dos órgãos, incluindo os pulmões.

O Comitê avaliará se o vírus ainda constitui uma emergência mundial, se as recomendações feitas até o momento devem continuar vigentes, revisará a utilização delas e debaterá se é preciso acrescentar novas.

Durante a reunião, os especialistas analisarão dados fornecidos por alguns dos países mais afetados, como rapidez da propagação, impacto das intervenções e a taxa de incidência dos efeitos colaterais. Os membros do Comitê também analisarão dados sobre a pesquisa científica sobre o vírus e sua transmissão.

Uma das descobertas mais recentes foi que se comprovou que a fêmea do Aedes Aegyti, o mosquito que inocula o vírus, o transmite a seus ovos e às larvas. Isto dificulta ainda mais a luta contra a doença porque os inseticidas são efetivos nos adultos, mas não matam ovos e larvas.

Além disso, foi constatado que a vagina é um “nicho” onde o vírus da zika pode se manter durante um longo período e, em fêmea grávidas de rato, provocar uma infecção cerebral do feto, de acordo com um novo estudo. Além da picada do mosquito, já está provado que o vírus pode ser passado na relação sexual. 

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