Croácia fala em “plano B” e que refugiados não poderão ficar

O primeiro-ministro advertiu que se a situação continuar como está até agora, ocorrerá um "plano B", mas não deu mais detalhes

Zagreb – O primeiro-ministro croata, Zoran Milanovic, declarou nesta sexta-feira que seu país não impedirá a chegada dos refugiados, mas insinuou a possibilidade de dirigi-los de forma organizada para a fronteira com a Hungria e Eslovênia.

“A partir de hoje começaremos a aplicar outros métodos, humanos (…) Já não podemos aceitar esse peso enquanto os outros olham para outro lado”, manifestou o líder social-democrata.

Se a situação continuar como até agora, ocorrerá um “plano B”, advertiu Milanovic, sem dar mais detalhes a respeito.

“É óbvio que as pessoas já não poderão parar na Croácia”, indicou o primeiro-ministro em entrevista coletiva em Zagreb.

“Agora atuaremos de outra forma, decente, humana, mas diferente”, asseverou.

Por sua vez, Milanovic lembrou que as autoridades sérvias mandam os refugiados à fronteira com a Croácia, onde tratam de atravessá-la apesar do fechamento temporário das passagens fronteiriças.

Milanovic lembrou que os refugiados não querem ficar na Croácia, que para eles é um país de passagem, já que o destino final são países ricos europeus, antes de tudo Alemanha e Suécia.

Mais de 14 mil refugiados entraram na Croácia desde quarta-feira passada por esta nova rota pela qual querem chegar à Alemanha.

A rota, que vai desde a Turquia, através da Grécia, Macedônia e Sérvia, foi desviada após a Hungria fechar com uma robusta cerca sua fronteira sul com a Sérvia, pela qual nos últimos meses passaram dezenas de milhares de refugiados.

O primeiro-ministro húngaro, o conservador Viktor Orbán, anunciou hoje que seu país iniciou a construção de uma cerca de um metro e meio de altura ao longo de 41 quilômetros na fronteira com a Croácia.

“A Hungria fechou sua fronteira (com a Sérvia) com cerca. E não é uma solução. Mas também não é uma solução que as pessoas fiquem na Croácia e que a Croácia se transforme no que a União Europeia (UE) e a Comissão chamam com uma linda linguagem ‘ponto quente’ dos refugiados”, disse.

Milanovic criticou a Grécia, país da zona Schengen, de não supervisionar sua fronteira com a Turquia e deixar passar milhares de refugiados por suas ilhas, e acusou a UE de “incapacidade” de solucionar o problema aí onde surge.

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