Dia do (não é meu) presidente

Os americanos comemoram hoje o feriado do Dia do Presidente com um gosto amargo na boca. Tradicionalmente uma data em homenagem à democracia americana, comemorada no dia do aniversário do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, a data coincide com o primeiro e turbulento mês de Donald Trump como presidente.

Protestos contrários às políticas que Trump vem implementando estão marcados para todo o país. Milhares são esperados nas em cidades como Washington, Chicago, Nova York, Los Angeles, São Francisco e pelo menos uma dúzia de outros grandes centros. Segundo o instituto de pesquisas Gallup, Trump tem apenas 40% de aprovação depois de um mês, a mais baixa taxa desde Bill Clinton, que teve 51%. Barack Obama tinha 64% em fevereiro de 2003. Quando assumiu, sua taxa de aprovação do presidente era de 45%.

É inegável que Trump tenha sido ativo — segundo ele até mais do que qualquer outro presidente. Foram 24 ordens executivas até agora, de projetos econômicos à segurança nacional; cinco leis assinadas; um juiz nomeado para a Suprema Corte. Para o desespero de todos os seus desafetos e daqueles que acreditam numa versão “soft” do presidente, ele tem feito tudo que o prometeu: anunciou a construção do muro com o México, retirou o país do Tratado Transpacífico, emitiu uma ordem para banir a entrada de refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana.

Os eventos de hoje, já chamado de “Dia do Não é meu Presidente”, vêm se somar a outros protestos que aconteceram após as eleições. O governo Trump levou militantes às ruas, uniu parte da oposição e até deu novo vigor ao jornalismo nos Estados Unidos, com números recordes de novos assinantes no New York Times. Além disso, Trump tem enfrentado barreiras dentro de seu próprio partido para aprovar nomes e tem dificuldades de explicar as cada vez mais comuns ligações com a Rússia. Seus eleitores podem estar felizes, mas estão em menor número. O dia de hoje deve mostrar as profundas divisões americanas.

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