Dinamarca prorroga controles de fronteira até 3 de abril

A medida, permitida pelas normas de Schengen para casos excepcionais, entrou em vigor na Dinamarca em 4 de janeiro

Bruxelas – A Comissão Europeia (CE) informou nesta quinta-feira que foi notificada pela Dinamarca da intenção de prorrogar os controles fronteiriços internos até 3 de abril por causa da crise de refugiados.

“A Comissão Europeia recebeu esta manhã uma carta das autoridades dinamarquesas em que expressaram sua intenção de prolongar até 3 de abril de 2016 os controles temporários em virtude do artigo 24 do código de fronteiras”, afirmou em entrevista coletiva a porta-voz comunitária de Interior, Natasha Bertaud.

A porta-voz lembrou que a Dinamarca já tinha apontado esta possibilidade em fevereiro.

A medida, permitida pelas normas de Schengen para casos excepcionais, entrou em vigor na Dinamarca em 4 de janeiro, em resposta à entrada em vigor horas antes de uma lei sueca que obriga às empresas transportadoras que viajam por terra e mar desde a Dinamarca a só aceitar passageiros com documentos de identidade.

As autoridades dinamarquesas prorrogaram desde então os controles três vezes, apelando a uma cláusula especial do regulamento de livre mobilidade de Schengen para o caso de ameaça à segurança interna.

O governo liberal, de minoria, endureceu a política de asilo desde agosto, com várias reformas legais, a última delas uma polêmica proposta para confiscar dinheiro e objetos de valor dos solicitantes de asilo com o argumento de custear sua estadia e de limitação do reagrupamento familiar.

A Dinamarca recebeu ano passado 21 mil solicitantes de asilo, um terço a mais do que em 2014, embora um número inferior ao do resto de países escandinavos, principalmente da Suécia, que com 163 mil peticionários apresentou a mais alta taxa per capita da União Europeia (UE).

Também recorreram à reintrodução de controles internos temporários Suécia, Alemanha, Áustria e Noruega.

A França também reintroduziu os controles temporários por motivos de segurança, mas não devido à crise de refugiados, mas pelos atentados em Paris.

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