Donos de casas destruídas em explosão na China pedem moradia

Com cartazes em que exigiam que o governo se responsabilizasse pelas casas destruídas, os desalojados pela tragédia se manifestaram junto ao hotel Mayfair

Pequim – Cerca de 50 proprietários de imóveis destruídos pela explosão dia 12 de agosto no porto de Tianjin, no norte da China, protestaram nesta segunda-feira em frente à sede do governo local e pediram às autoridades que deem a eles novos domicílios.

Com cartazes em que exigiam que o governo se responsabilizasse pelas casas destruídas, e mostrando preocupação com o futuro de suas famílias, os desalojados pela tragédia, que deixou 114 pessoas mortos e ainda há 70 desaparecidos, se manifestaram junto ao hotel Mayfair, onde as autoridades de Tianjin realizam rodadas diárias de comunicação.

“Queremos a verdade”, gritavam alguns dos manifestantes, que também carregavam fotos que mostravam suas casas destruídas após o desastre, relatou o site do jornal “South China Morning Post”.

Os afetados também advertiram que processarão o dono do armazém onde ocorreram as explosões, em que eram guardadas grandes quantidades de substâncias tóxicas e altamente inflamáveis sem a necessária distância de segurança de zonas habitadas.

“O governo diz que reparará os apartamentos, mas quando?”, assinalou Wu Jun, um dos proprietários que participaram dos protestos, que assinalou que também estão preocupados pela possível contaminação da área.

A alguns deles foi oferecida uma indenização inicial de dois mil iuanes (cerca de R$ 700), mas eles não aceitaram, por medo de os impedir de reivindicar futuras compensações.

Dezenas de policiais e forças paramilitares isolam o hotel onde as autoridades realizam as rodadas de imprensa sobre o acidente, e no fim de semana houve alguns confrontos entre a polícia e os manifestantes.

Enquanto aumenta o número de vítimas, aumentam as críticas às desleixadas medidas de segurança no porto de Tianjin, a falta de informação e a de emergência tomado nos primeiros momentos do acidente.

Boa parte dos mortos eram bombeiros que tentavam apagar os primeiros incêndios e que foram vítimas de explosões posteriores. Acredita-se que essas tenham ocorrido pelo contato da água com produtos químicos perigosos.

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