Estados americanos não receberão refugiados após atentados

"Eu não serei cúmplice de uma política que coloca os cidadãos do Alabama em perigo", disse o governador do estado

Dois estados americanos, Alabama e Michigan, anunciaram que não receberão refugiados sírios, com o objetivo de evitar atentados similares aos ocorridos na sexta-feira passada em Paris.

“Depois de ter acompanhado atentamente os ataques terroristas deste fim de semana contra cidadãos inocentes em Paris, vou opor-me a qualquer tentativa de transferir refugiados sírios ao Alabama”, afirmou Robert Bentley, governador deste estado do sudeste dos Estados Unidos.

“Eu não serei cúmplice de uma política que coloca os cidadãos do Alabama em perigo”, completou em um comunicado divulgado no domingo.

O governador do estado de Michigan, Rick Snyder, também anunciou uma decisão similar, “levando em consideração a terrível situação em Paris”.

Em um comunicado, Snyder afirma que deu instruções para suspender “os esforços que pretendiam aceitar novos refugiados, até que o Departamento de Segurança Interna conclua uma revisão completa das medidas de segurança”.

“Virão dias difíceis para o povo da França e ele permanecerá em nossos pensamentos e em nossas orações”, completou Snyder, cujo estado abriga uma das mais importantes comunidades procedentes do Oriente Médio.

“É importante destacar que estes ataques são executados por extremistas e não refletem a atitude pacífica da população originária do Oriente Médio”, destacou o governador.

De acordo com o principal jornal de Michigan, o Detroit Free Press, entre 1.800 e 2.000 refugiados foram recebidos no estado durante o ano, incluindo 200 sírios.

Vários pré-candidatos republicanos à presidência afirmaram no domingo que os Estados Unidos não devem receber refugiados sírios, pelo temor de que militantes do grupo Estado Islâmico estejam infiltrados.

Mas uma fonte da Casa Branca afirmou que o país não corre tal risco e que o número de refugiados que devem ser recebidos pelos Estados Unidos é limitado, com um processo de verificação de segurança “sólido”.

“Não podemos fechar nossas portas a estas pessoas”, afirmou no domingo ao canal Fox News o conselheiro nacional adjunto para questões de Segurança do presidente Barack Obama, Ben Rhodes.

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