Este é o extremo a que chegamos para salvar os rinocerontes

Só no ano passado, mais de 1.300 rinocerontes foram mortos por caçadores na África para abastecer o mercado negro

São Paulo – Em tempos radicais, medidas extremas entram em cena. Esta é a dura realidade dos esforços de conservação dos rinocerontes na África, onde a caça furtiva ameaça extinguir esses majestosos animais.

Para retirar os rinocerontes de áreas de risco, cada vez mais grupos de proteção recorrem a um transporte por vias áreas incomum: o animal é sedado e em seguida carregado de ponta-cabeça por helicóptero até uma área mais segura, ou até um aeroporto, de onde parte para viagens mais longas.   

Conforme o Washington Post, dezenas de animais estão sendo levados da África do Sul para Botswana, onde o governo tem tolerância zero contra os caçadores furtivos, que matam os animais pelo suposto valor medicinal de seus chifres. Mas a investida radical vem de outras partes do mundo também.

Segundo o jornal, um aposentado sul-africano está liderando um esforço para transportar 80 rinocerontes de sua terra natal para a Austrália, onde vive. O intuito de Ray Dearlove, fundador do Projeto Rhino Australiano, é criar uma população segura, que possa se reproduzir em paz, longe de caçadores.

“Eu não quero que meus netos só vejam rinocerontes em livros de imagens ou alguns exemplares tristes em um jardim zoológico. Temos que vê-los na natureza” disse ao jornal Dearlove. Ele acrescentou: “Eu não acho que há muitos lugares na África do Sul ou na África que são seguros para os rinocerontes”.

Novos dados divulgados pela ONG conservacionista WWF mostram que, só no ano passado, mais de 1.300 rinocerontes foram mortos por caçadores na África para abastecer um mercado negro que movimenta cerca de 70 bilhões de dólares por ano. A ONG fez um vídeo que mostra o processo de transporte por helicóptero desses animais. Veja abaixo: 

A Austrália, segundo Dearlove, é um bom lugar para proteger os animais. Ele argumenta que o país tem rígidos controles de fronteira, pouca pobreza e corrupção e nenhuma ameaça conhecida de caça furtiva.

Claro que os animais não atravessarão o oceano içados de helicóptero, mas apenas um curto trajeto até uma um centro de quarentena na África do Sul, de onde serão levados para o aeroporto e, em seguida, embarcarão num avião cargueiro. Uma vez na Austrália, os animais seguirão para um safári.

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