EUA busca acordo com Cuba sobre voos comerciais

Funcionário indicou que, com acordo, as viagens continuarão limitadas às categorias de americanos que agora podem solicitar viajar para Cuba

Washington – Os Estados Unidos buscaram um acordo sobre o restabelecimento dos voos comerciais com Cuba nas conversas que tiveram entre 28 e 29 de setembro em Havana, indicou um alto funcionário do Departamento de Estado americano nesta quinta-feira.

Em uma conferência telefônica com jornalistas, o funcionário da diplomacia americana indicou que, se chegarem a um acordo, as viagens continuarão limitados às 12 categorias de americanos que agora podem solicitar viajar para Cuba, que incluem saídas por interesses culturais, educativos e religiosos.

“O objetivo específico com os cubanos foi chegar a um acordo informal para estabelecer voos comerciais”, destacou o alto funcionário, que disse que uma terceira reunião sobre a normalização do serviço aéreo poderia acontecer antes do final do ano.

O primeiro destes encontros aconteceu em março em Washington e o segundo na semana passada em Havana, onde a delegação americana, liderada pelo secretário de Estado adjunto para Assuntos Econômicos e de Negócios, Charles H. Rivkin.

A delegação dos EUA, composta por representantes de várias agências governamentais do Departamento de Transporte, Comércio e Tesouro, se reuniu com seus colegas cubanos para explorar novas vias e para estabelecer os serviços aéreos programados e “aumentar a segurança” dos voos.

Muitas companhias aéreas americanas, como American Airlines e JetBlue, desejam estabelecer linhas regulares entre os dois países e pressionam as autoridades para suspenderem as restrições.

Algumas já voam há anos para a ilha, mas operando voos em nome de companhias charter, como a American Airlines, que prevê fechar o ano com 1.200 voos charter a Cuba, 9% a mais que em 2014.

O alto funcionário garantiu que a delegações cubana e americana ainda não fixaram uma data para reabrir os voos comerciais entre os dois países, mas a imprensa americana, como o jornal “Wall Street Journal” aponta que isso pode acontecer antes do fim do ano.

“Na realidade, não temos um horário. Não temos uma data limite. O objetivo comum dos dois governos é restabelecê-lo, mas não temos um horário”, ressaltou.

Para os Estados Unidos, um acordo sobre voos comerciais seria um grande passo para aumentar as viagens para Cuba e avançar no histórico degelo, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelos presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro.

Desde o anúncio deste processo de normalização das relações, se multiplicaram os voos diretos entre o sul da Flórida e Havana, e desde outras cidades como Nova York, Boston e Chicago.

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