EUA desmentem Rússia e reivindicam morte de porta-voz do EI

"Seria engraçado se não fosse pelo caráter da campanha que os russos conduzem na Síria", acrescentou a fonte, que pediu para não ser identificada

A reivindicação por parte da Rússia da morte, na Síria, do porta-voz e número dois do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Mohamed al-Adnani, é uma piada, pois foi um drone dos Estados Unidos que causou a sua morte, afirmaram fontes americanas.

“É uma piada”, afirmou um funcionário da Defesa americana consultado pela AFP.

“Seria engraçado se não fosse pelo caráter da campanha que os russos conduzem na Síria”, acrescentou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Mais cedo, a Rússia reivindicou o bombardeio aéreo que matou Al-Adnani, que teve o falecimento anunciado pela organização extremista, que os Estados Unidos afirmam ter atacado.

O dirigente extremista estava, segundo o ministério russo da Defensa, entre os 40 combatentes do EI que morreram na terça-feira em um bombardeio russo com um caça Su-34 perto da localidade de Um Hoch, na região de Aleppo (norte da Síria).

“Entre os terroristas mortos estava, segundo informações confirmadas por vários canais, o chefe de guerra Abu Mohamed al-Adnani, mais conhecido como o porta-voz do grupo terrorista Estado Islâmico”, afirma o ministério em um comunicado.

O EI anunciou na terça-feira a morte de seu porta-voz, ocorrida quando ele supervisionava operações militares na região de Aleppo, mas não informou a data nem as circunstâncias do falecimento.

Poucas horas depois, um alto comando militar americano indicou que as “forças da coalizão realizaram um ataque aéreo em Al-Bab, Síria, contra um alto dirigente” do grupo extremista.

O porta-voz do Pentágono, Peter Cook, confirmou em um comunicado que “as forças da coalizão executaram um ataque aéreo de precisão perto de Al-Bab, contra Abu Mohamed al-Adnani, um dos comandantes do EI”.

As autoridades americanas ainda estão avaliando os resultados da operação.

Al-Adnani se destacou por incentivar os partidários do EI a passar à ação em seus países de origem utilizando qualquer arma disponível, facas, pedras ou veículos, contra os cidadãos dos países membros da coalizão antijihadista, em uma convocação que parece ter inspirado vários atentados, especialmente na Europa.

Ele era considerado o “ministro dos atentados” do EI pelos serviços de inteligência.

A Rússia executa desde setembro de 2015 uma campanha de bombardeios aéreos em apoio às forças do regime sírio de Bashar al-Assad.

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