EUA pedem à Otan para intensificar combate ao EI

John Kerry elogiou o primeiro-ministro britânico, cujo governo leva hoje para votação no Parlamento uma proposta para autorizar a extensão dos bombardeios

O chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, pediu hoje (2) aos aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para intensificarem o apoio à coligação, liderada pelos Estados Unidos, que combate o grupo extremista Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

“Pedi a todos os aliados na Otan para intensificarem o seu apoio à luta contra o Daesh atacando o núcleo da organização no Iraque e na Síria”, disse Kerry no final de uma reunião da Otan em Bruxelas, utilizando uma das designações alternativas do Estado Islâmico.

“Vejo com satisfação que alguns aliados já contribuam mais para este combate ou estão planejando aumentar sua contribuição”, disse.

John Kerry elogiou em particular o primeiro-ministro britânico, David Cameron, cujo governo leva hoje para votação no Parlamento uma proposta para autorizar a extensão dos bombardeios britânicos, atualmente limitados ao Iraque, à Síria.

“Estamos muito satisfeitos com os esforços do primeiro-ministro Cameron. É um passo muito importante, aplaudimos a sua liderança”, disse.

O secretário de Estado norte-americano minimizou por outro lado qualquer ameaça da Otan à Rússia, que lançou em outubro sua própria campanha de bombardeios contra os jihadistas na Síria e, na semana passada, viu um dos seus aviões militares ser abatido pela Força Aérea da Turquia, membro da Aliança Atlântica.

“A Otan é uma aliança defensiva que existe há 70 anos. A Otan não é uma ameaça para ninguém, não é uma organização ofensiva e não está focada na Rússia”, assegurou.

Kerry afirmou ainda que a Rússia pode ter um papel “extremamente construtivo” na Síria e saudou “o empenho” de Moscou nas negociações para pôr fim ao conflito.

“Evidentemente, a Rússia pode ter um papel extremamente construtivo e importante”, desde que “se concentre” na luta contra o Estado Islâmico e “seja genuína” nas negociações de paz relançadas em Viena há um mês, disse.

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