Ex-presidentes são barrados em seção eleitoral na Venezuela

Andrés Pastrana (Colômbia) e Jorge Quiroga (Bolívia) foram acompanhar Lilian Tintori e tiveram suas entradas negadas, pois estavam sem credencial

Caracas — Lilian Tintori, esposa do opositor venezuelano preso Leopoldo López, pediu neste domingo aos ex-presidentes Andrés Pastrana (Colômbia) e Jorge Quiroga (Bolívia) para acompanhá-la no interior do centro de votação no qual registrou seu voto nas eleições legislativas do país, mas os soldados negaram o acesso aos ex-líderes.

A entrada de Pastrana e Quiroga não foi permitida porque eles não estavam credenciados como convidados internacionais pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE). Ambos tiveram que esperar do lado de fora da seção eleitoral até que Tintori exercesse seu direito a voto.

Os ex-presidentes tinham acompanhado previamente Mitzy Capriles, esposa do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, também preso, a votar, mas ela não tentou que eles entrassem na seção eleitoral, acatando a advertência feita pelo CNE.

A presidente do CNE, Tibisay Lucena, alertou neste sábado aos ex-presidentes, deputados e outras personalidades não credenciadas para observar as eleições que eles não poderiam entrar nos locais de votação. Caso fizessem, cometeriam “um crime contra a institucionalidade do país”.

O CNE concedeu dez credenciais de acompanhantes eleitorais para cada partido que integra a coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD), mas não especificou se elas foram entregues.

A MUD convidou cerca de cem parlamentares latino-americanos e europeus para acompanhar as eleições, além dos ex-presidentes Pastrana, Quiroga, Mireya Moscoso (Panamá), Luis Alberto Lacalle (Uruguai), Laura Chichilla (Costa Rica) e Miguel Ángel Rodríguez (Costa Risca).

O CNE, por sua vez, credenciou 776 observadores nacionais e acompanhantes do processo eleitoral, entre eles 50 técnicos dos órgãos eleitorais dos países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e personalidades como os ex-presidentes do governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero e do Panamá Martín Torrijos.

Tintori disse aos jornalistas depois de votar que seu voto hoje não é político, mas sim “emocional”. “Hoje o voto é profundamente cheio de esperança, de amor e pelo fato de estarmos transformando a indignação e a frustração na ação de votar pela mudança”.

“Já votei, votei pela liberdade, pelos meus filhos. Votei por Leopoldo López, meu marido que está preso e que vamos libertar com nosso voto. Votei pela melhor Venezuela que tem início hoje. Hoje se abrem as portas para a mudança na Venezuela”, indicou Tintori. 

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