Farc saúdam indulto e pedem libertação de rebeldes doentes

No domingo, as Farc lançaram um alerta pelos maus-tratos que seus membros presos na Colômbia estariam enfrentando

A guerrilha das Farc elogiou nesta segunda-feira o indulto concedido a 30 de seus homens presos na Colômbia, mas insistiu em seu pedido ao governo para que também liberte 80 guerrilheiros em grave estado de saúde.

“Valorizamos como um gesto positivo que tenha recebido como beneplácito por boa parte da sociedade colombiana o anúncio do governo nacional de indultar 30 prisioneiros condenados por rebelião”, afirmou Pablo Catatumbo, um dos negociadores de paz das Farc em Havana, em uma nota à imprensa.

No domingo, as Farc lançaram um alerta pelos maus-tratos que seus membros presos na Colômbia estariam enfrentando, e denunciou que vários deles estão em greve de fome há 13 dias.

Quase simultaneamente, o governo da Colômbia anunciou em Bogotá um indulto a 30 guerrilheiros, como “gesto de confiança” em meio à negociação de paz em andamento há três anos com a organização guerrilheira em Cuba.

O negociador de paz das Farc Ricardo Téllez denunciou a superlotação, “falta de atendimento médico e os maus-tratos” enfrentados pelos rebeldes nas prisões colombianas.

“Lançamos um pedido de socorro à opinião pública nacional, porque, hoje (domingo), completam-se 13 dias de uma greve de fome que o governo quer silenciar. Este protesto acontece em 20 prisões do país”, assinalou Téllez.

O líder rebelde, que pertence à delegação que negocia um acordo de paz com o governo colombiano, acrescentou que “mais de 9,5 mil presos estão à deriva, sem atendimento médico, enfrentando a superlotação em 350 prisões do país e, às vezes, resistindo à repressão dos guardas. Os maus-tratos continuam acontecendo.”

Segundo Téllez, um número indeterminado de presos está há 13 dias em greve de fome.

Em um comunicado divulgado em Havana, as Farc também denunciam a existência de “80 presos em situação de urgência, dos quais 11 se encontram em estado grave e correm risco de vida.”

Neste sentido, a guerrilha pediu ao governo “a libertação daqueles que já não representam uma ameaça para o Estado”.

Entre os 30 membros das Farc presos pelo crime de rebelião que receberam indulto hoje, “não há autores de crimes graves”, segundo o governo.

Este primeiro grupo de rebeldes favorecidos pela medida participarão de um programa especial, em que receberão apoio social e profissional.

O governo Santos também anunciou a formação de brigadas de saúde para verificar a condição de “106 membros das Farc ainda em prisões e penitenciárias do país, que terão à disposição o necessário para um atendimento adequado”.

Igualmente serão criadas “áreas especiais dentro das prisões”, para onde serão levados os integrantes do grupo guerrilheiro que estejam detidos ou condenados, “a fim de facilitar a análise de sua situação jurídica, como preparação para a sua futura reintegração à sociedade”.

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