Filho de Margaret Thatcher é citado nos Panama Papers

Além disso, a ex-mulher de Paul McCartney e o antigo mordomo da princesa Diana também estão ligados aos escândalos

Londres – Mark Thatcher, filho da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, a ativista meio ambiental Heather Mills, ex-esposa do músico Paul McCartney, e o antigo mordomo da princesa Diana, Paul Burrell, estiveram ligados a sociedades em paraísos fiscais, revelou nesta quarta-feira o jornal “The Guardian”.

Na informação filtrada no escândalo “Panama Papers” aparecem, além disso, a duquesa de York, Sarah Ferguson, e o empresário musical Simon Cowell.

Segundo o jornal britânico, o filho de Thatcher foi citado nos documentos do escritório panamenho Mossack Fonseca como beneficiado de uma sociedade com ativos imobiliários em Barbados.

“Somos extremamente cautelosos na hora de manter a confidencialidade do cliente”, disseram os administradores da sociedade em um e-mail enviado ao Mossack Fonseca filtrado pelo jornal.

O “The Guardian” revelou, além disso, que Heather Mills, que em 2008 se divorciou de Paul McCartney após chegar a um acordo no valor de 24,3 milhões de libras (30,37 milhões de euros no câmbio atual), aparece em documentos do escritório panamenho.

Mills mantinha cerca de 10% das ações da companhia Water 4 Investment, radicada nas Ilhas Virgens, que foi formada com o propósito de comercializar alimentos saudáveis.

Através de um porta-voz, a ex-esposa do Beatle reconheceu que investiu 1 milhão de libras (1,25 milhão de euros) em “uma companhia que pretendia utilizar algas, ao invés de peixe, para produzir ácidos graxos Ômega 3”.

“Posso dizer com a mão no coração que sou uma contribuinte honesta e nunca encontrarão nada se houver uma investigação profunda”, afirmou em comunicado.

O antigo mordomo da princesa Diana, Paul Burrell, aparece nos documentos como acionista de uma companhia chamada Black Dragon Group, formada em 2005 nas Ilhas Virgens.

Junto com sua mulher Maria, um dos homens que contava com a confiança de Diana -morta em 1997- manteve ações dessa empresa até 2008.

Em 2003, os príncipes William e Harry, filhos da princesa, acusaram o ex-mordomo de “traição fria e flagrante” por ter revelado detalhes da vida de sua mãe aos jornais britânicos.

A informação do Mossack Fonseca filtrada pelo “The Guardian” faz referência, além disso, a Sarah Ferguson, ex-esposa do príncipe Andrew, terceiro filho da rainha Elizabeth II da Inglaterra, que aparece relacionada com a companhia das Ilhas Virgens Essar Company. 

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