Forças curdas são atingidas por suposto gás tóxico do EI

Um membro da União Patriótica do Curdistão contou que os jihadistas usaram foguetes de morteiro que contêm gás mostarda para atacar posições das forças curdas

Mossul – Pelo menos sete combatentes das forças curdas “Peshmergas” estão com sintomas de asfixia pelo suposto uso de armas químicas por parte do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), com o qual se enfrentaram nesta sexta-feira no norte do Iraque, informaram à Agência Efe fontes curdas.

Um membro do partido União Patriótica do Curdistão, que não quis se identificar, contou à Agência Efe que os jihadistas usaram foguetes de morteiro que contêm gás mostarda para atacar posições das forças curdas em Majnur, 45 quilômetros ao sul de Mossul.

Ele explicou que as forças “Peshmergas” mataram 20 jihadistas e deixaram outros sete feridos, ao conseguir repelir esse ataque, graças também ao apoio aéreo da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Segundo a fonte, entre os mortos está um importante líder local do EI.

Por sua vez, as “Peshmergas”, apoiadas pela aviação internacional, repeliram outro ataque dos jihadistas no centro da cidade de Sinjar, ao oeste de Mossul, e mataram 12 radicais, enquanto outros seis ficaram feridos.

O dirigente das Forças de Proteção de Sinjar, Luqman al-Khansuri, disse à Efe que ação aconteceu nos bairros de Shuhada e Al Nasr, no centro de Sinjar, e que nele também foram feridos dois combatentes curdos.

Ele acrescentou que os bombardeios da coalizão tiveram como alvo quatro posições do EI, o que causou a destruição de pelo menos cinco veículos militares utilizados pelos jihadistas, entre eles um carro blindado carregado de armas e explosivos.

A imprensa americana revelou hoje que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos acredita que o EI poderia ter usado pela primeira vez gás mostarda em um ataque contra as forças curdas nesta mesma semana no Iraque.

Os curdos lutam contra o EI na região administrada pelas autoridades autônomas do Curdistão, no norte do Iraque, e apoiaram em algumas ocasiões às tropas de Bagdá na luta contra os extremistas.

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