França manterá estado de emergência até fim do EI, diz Valls

Valls lembrou que a França "está em guerra, o que implica usar todos os recursos legais disponíveis em nossa democracia para proteger o povo francês"

Londres – O governo francês manterá o estado de emergência o tempo que for necessário até derrotar o Estado Islâmico (EI) em uma “guerra total e global”, disse nesta sexta-feira o primeiro-ministro da França, Manuel Valls.

Em entrevista à “BBC” em Davos, na Suíça, onde acontece o Fórum Econômico Mundial, Valls lembrou que a França “está em guerra, o que implica usar todos os recursos legais disponíveis em nossa democracia para proteger o povo francês”.

Perguntado até quando manterá o estado de emergência, que dá as forças de segurança poderes excepcionais, disse que “o tempo que for necessário”, embora acrescentou que “nem sempre se pode viver em um estado de emergência”.

“Enquanto existir a ameaça, devemos usar todos os recursos”, declarou, ao acrescentar que a situação de emergência declarada após os atentados terroristas de 13 de novembro em Paris, que deixaram 130 mortos, se manterá “até podermos derrotar o EI”.

“Na África, no Oriente Médio, na Ásia, devemos erradicar, eliminar o EI”, definiu, acrescentando: “nós enfrentamos uma guerra total e global contra o terrorismo. A guerra que nós livramos tem que ser também total, global e sem misericórdia”.

Após os atentados reivindicados pelo EI, o governo francês declarou estado de emergência de três meses, válido até 26 de fevereiro, e agora avalia prorrogá-lo, o que foi criticado por organizações de direitos humanos que consideram a medida desproporcional e excessiva.

“Acredito que adaptamos perfeitamente os recursos à ameaça”, indicou Valls à “BBC”, para quem “esse tipo de análise parcial às liberdades civis surpreende”.

“Se dão conta que temos 130 mortos?”, questionou.

Na entrevista, o primeiro-ministro francês também afirmou que a crise migratória está pondo a Europa em risco e que se acolherem todos os refugiados das guerras do Iraque e Síria, as sociedades europeias “se desestabilizarão”.

“Se a Europa não é capaz de proteger suas fronteiras, a própria ideia da Europa estará em questão”, manifestou.

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